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"ISSO ME ASSUSTA"

Advogado de José Riva critica juíza e diz que tem dificuldades para defender ex-deputado

O advogado Rodrigo Mudrovitsch, que patrocina a defesa do ex-deputado José Riva (sem partido), disse, em entrevista à imprensa, que está tendo dificuldades para defender o seu cliente.

Riva esteve no Fórum de Cuiabá nesta sexta-feira (16) para acompanhar o depoimento do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD).

Fabris é testemunha de defesa de José Riva na ação penal resultante da Operação Imperador, deflagrada no início do ano.

Por causa da Operação, José Riva ficou mais de 4 meses preso no Centro de Custódia de Cuiabá.

Ele é acusado de liderar um suposto esquema criminoso que teria desviado em torno de R$ 60 milhões, valores corrigidos, dos cofres da Assembleia Legislativa nos anos de 2005 a 2009, período em que esteve à frente da Mesa Diretora.

O advogado de Riva, Rodrigo Mudrovitsch, alega que o seu cliente não teria assinado documentos que teriam autorizado pagamentos de materiais gráficos que teriam sido adquiridos pela Assembleia, mas que não entram na Casa de Leis.

Para comprovar a versão do seu cliente, Rodrigo disse que a juíza Selma Rosane Arruda, da Vara de Combate ao Crime Organizado, teria negado o pedido para se fazer um perícia grafotécnica para comprovar que as assinatura seriam falsas. “Isso me assusta. Até na Operação Lava Jato, toda essa situação é corriqueira lá”, comentou.

A juíza Selma Rosane Arruda já mandou o ex-deputado para o Centro de Custódia de Cuiabá três vezes este ano.

Selma ainda decretou a prisão de servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa e colocou na cadeia o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) e dois ex-secretários, Pedro Nadaf e Marcel de Cursi.

Nesta quinta-feira (15), Selma Rosane Arruda foi responsável por decretar prisão de pelo menos 30 pessoas, na Operação BB Pag, da Delegacia Fazendária.

Mais uma vez, advogados reclamaram para ter acesso nas informações para tomar as medidas cabíveis.

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Mudrovitsch e a juíza Selma: defesa de Riva alega dificuldades para defender ex-parlamentar

A DENÚNCIA

A Operação Imperador culminou na primeira prisão de Riva em 2015, feita pelo Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. A soltura só ocorreu no final de junho, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os desvios teriam ocorrido entre 2005 e 2009, por meio de empresas fornecedoras de materiais gráficos ao Legislativo.

Segundo o Gaeco, as empresas simulavam a entrega de materiais para justificar os pagamentos milionários.

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