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OPERAÇÃO METÁSTASE

Gaeco descobre que empresa desativa há 9 anos emitiu notas para Assembleia Legislativa

Fablício Rodrigues

Uma empresa desativada há 9 anos figura como prestadora de serviços de material de informática e papelaria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

No total, notas fiscais foram falsificadas para aparentar legalidade de serviços na ordem de R$ 56 mil.

As provas foram colhidas nas investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) durante depoimento de servidores do Legislativo aos promotores de Justiça.

Os indícios são de que as compras foram forjadas com o mero intuito de aparentar legalidade para concretizar desvio de dinheiro público que servia para atender diversas finalidades.

O dinheiro abastecia vereadores, deputados, presidentes de bairros e ainda financiava despesas médicas, velório e festas de formaturas em universidades particulares.

Em depoimento ao Gaeco, diversos proprietários de empresas citadas em notas fiscais que atestam despesas com verbas de suprimento afirmaram desconhecer qualquer prestação de serviço com a Assembleia Legislativa.

O empresário J. P. dos S. disse não ter conhecimento de que sua papelaria tenha emitido notas fiscais que somam R$ 16 mil em serviços prestados ao Legislativo.

Também assegurou não conhecer pessoalmente nenhum dos servidores do Legislativo suspeitos de envolvimento em fraudes.

Por isso, seria considerado documento falso qualquer nota fiscal de sua empresa vinculada à emissão de produtos em favor do Legislativo.

O empresário M. G. da S., proprietário de uma Papelaria, afirmou ter certeza absoluta de que não emitiu notas fiscais que somam R$ 32 mil.

Ele confessou que já participou de licitações da Assembleia Legislativa, porém, nunca se sagrou vencedor e que jamais prestou serviço ou algum comprador se apresentou como funcionário do Legislativo.

A empresária A. L. P. X., proprietária de outra Papelaria, informou ter total desconhecimento de que suas empresas tenham emitido notas fiscais no valor de R$ 64 mil.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva (PSD), segue preso e é apontado como mentor do esquema fraudulento.

Ainda estão detidos três servidores do Legislativo. (Com Diário de Cuiabá)

Foto: Assessoria/Assembleia Legislativa

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