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Sorte e política

Alfredo da Mota Menezes é historiador e analista político em Cuiabá Alfredo da Mota Menezes é historiador e analista político em Cuiabá

Alfredo da Mota Menezes é historiador e analista político em Cuiabá

A administração Pedro Taques apresentou um plano de investimento viário para a Baixada Cuiabana que talvez incentive o turismo na região.

Se der certo, ajudaria uma área que, com exceção de Cuiabá e Várzea Grande, tem IDH dos menores do estado.

Se de fato ocorrer, o Taques pode ter ganhos eleitorais na região, onde se tem um terço do eleitorado do estado. E, além disso, esse enorme espaço politico está vazio de liderança.

Os Campos penduraram a chuteira e faleceu Dante de Oliveira. O governo Maggi não teve atuação na área. Silval Barbosa até ficaria no imaginário regional por causa das obras da Copa em Cuiabá e V. Grande.

Mas hoje, depois do que vem ocorrendo com ele, é carta fora do baralho. Sobrou para o Taques, se realizar obras e ações que chamem a atenção das pessoas deste pedaço do estado.

Quem sabe se poderia trazer de volta um assunto anterior sobre a economia regional. Pesquisa mostrou que se poderia plantar algodão e milho no Vale do Rio Cuiabá com adubagem adequada.

É um lugar que se deve ter cuidado ambiental maior por causa dos rios que correm para o Pantanal.

Mas por que não fazer como fez o Mato Grosso do Sul? O governador Pucinelli juntou numa longa discussão os ambientalistas, Ministério Público, empresários, para decidir em que lugar do Estado se poderia plantar cana sem problemas para o Pantanal.

Por que não fazer o mesmo na Baixada? Se, digamos, 40% da área pudesse plantar já daria um impulso danado na renda e emprego regional.

Outra tentativa de antes? Criar aves na Baixada. Já estavam encontrando um meio mais barato de climatizar os aviários. Cadê esses estudos? Não seria interessante envolver a Fundação Mato Grosso ou outros órgãos de pesquisas com esses assuntos?

Grãos, fibras e criação de aves e talvez de suíno daria um empurrão econômico e social na área. E, se ocorresse, esta região poderia ser conquistada politicamente por longos anos.

Já está confirmado 16 milhões de reais no orçamento do ano que vem para a ZPE em Cáceres. Ela gera emprego direto e mais ainda na produção agropecuária local para abastecer a agroindústria na ZPE.

Mexeria com a economia do oeste do estado ou como se chamava antes, a Grande Cáceres. A área está madura para uma conquista política por quem concretizar a ZPE.

Há também um vazio de lideranças ali. Os Lacerdas, Henry, Túlio se foram. Governadores, desde o Bezerra, passaram e não concretizaram a ZPE. Se ela agora acontecer, tem resposta política e eleitoral em toda aquela área.

A coluna vem dizendo a bastante tempo que político e goleiro têm que ter sorte. Dante tinha, Pedro Taques também.

Os assuntos dos parágrafos anteriores ficaram maduros para cair na administração do Taques.

Quer ver mais sorte? Ser governador depois do estranho segundo mandato do Blairo, que deu base e pautou o de Silval e seus diferentes casos não republicanos.

ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiador e analista político em Cuiabá.

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