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PEDRAS ROLARAM

Após chuvas, Serra próxima de Barra do Garças ameaça desabar

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) já tomou providências para conter um desabamento de pedras no Parque Estadual Serra Azul, no município de Barra do Garças (516 km da capital).

As coordenadas geográficas indicam que as rochas que rolaram na tarde desta quinta-feira (22) estavam próximas à cachoeira Pé de Serra, alguns metros abaixo do Clube da Maçonaria, no perímetro urbano da cidade, onde uma pessoa morreu há cinco anos durante o último incidente registrado na região.

Segundo o coordenador de Unidades de Conservação e Áreas Protegidas da Sema, Alexandre Batistella, cerca de 40 famílias moram próximas da área, mas nenhuma das residências foi atingida e ninguém ficou ferido.

A causa do deslizamento ainda não foi descoberta. “Como as pedras estão soltas e está chovendo muito no parque, para evitar novos incidentes, nós preferimos fazer um relatório preliminar e pedir reforço da Defesa Civil, que tem técnicos capacitados para agir nesse tipo de situação.”

A gerente do parque, Cristiane Schnepfleitner, conta que durante a vistoria realizada com o apoio do Corpo de Bombeiros, na manhã de sexta-feira (23),  foi verificado que os deslizamentos ficaram restritos ao parque, onde houve quebra de vegetação e outros danos devido ao impacto das pedras, a maioria muito próximos da cachoeira que está interditada há mais de cinco anos, antes inclusive do último deslizamento. Mas a equipe não pode avançar para mais perto devido aos riscos de novos desmoronamentos e por ser uma área íngreme. “Nós já contatamos os moradores para explicar do risco de transitar pela área.”

O parque de 11 mil hectares que teve 70% da sua área queimada no ano passado também está enfrentando problemas com queimadas desde o dia 19 de outubro, quando a Área de Proteção Ambiental (APA) em seu retorno foi atingida pelo fogo, mobilizando toda a equipe de Bombeiros da região para sua contenção.

“Felizmente nós conseguimos controlar o fogo, paralelamente, começou a chover”, relata a gerente que alega que o parque está fechado há um ano para visitação por conta de uma notificação recomendatória do Ministério Público Estadual (MPE) para melhorias em sua infraestrutura justamente em decorrência do incêndio.

Sobre o parque

Trata-se de uma unidade de conservação criada a partir da Lei nº 6.439, de 31 de maio de 1994. O Parque Estadual da Serra Azul (Pesa) possuiu 11 mil hectares, fica no município de Barra do Garças e tem a vegetação de Cerrado. Ao todo, Mato Grosso possui 46 unidades de conservação.

Reabertura

No dia 10 de agosto, o governador Pedro Taques (PSDB) esteve em Barra do Garças para assinar o protocolo de intenções com a Prefeitura Municipal e também com outros atores sociais da região com a proposta de reabrir aos poucos o espaço para a população.

Diversas medidas foram propostas pelo protocolo, entre elas: reforma e ampliação da guarita principal do parque; elaboração de projetos e execução da adequação da estrada até o mirante do Cristo, do ordenamento do mirante e do centro de visitantes, com compra de equipamentos para sua operacionalização; e da adequação da trilha das cachoeiras.

Outro ponto importante é a contratação de empresa especializada para estudo de viabilidade de concessão dos atrativos turísticos. Enquanto as medidas não forem implementadas, o parque continuará fechado pela Sema.

Foto: Assessoria/Sema

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Um comentário em “Após chuvas, Serra próxima de Barra do Garças ameaça desabar”

  1. sou um idoso, com 82 anos, mas graças a deus, gozo de perfeita saúde, física e mental, admiro muito o trabalho, feito pelos órgãos competentes feitos naquela região, eu conheço esta região dez do ano 1.960,, fui e ainda sou corretor de imoveis, viajei muito, por aí, e agora a passeio no fim do ano, estive nas cachoeiras, que são permitidas as visitas,e com o poder de observação que tenho, aconselho,,, que, devem ter um certo cuidado, pois com o passar dos anos, as chuvas vão lavando as terras que, existem entre as pedras, as que existem encima das serras mais altas, e pode começar haver deslocamentos , e pedras poderão rolar do alto, ,, as ultimas la encima, pois com passagem de fogo, e logo pancadas de chuvas, provocam choque térmicos,e as pedras se partem, embora 80 por cento das montanhas da região não são roxas de pedras britáveis , mas mesmo assim com a lavagem feita pelas chuvas pode começar algum tipo de deslisamentos, por tando é pertinente fazer uma vistoria, poa algum geólogo competente, e talvez interditar o acesso de passagem em algum ponto, o que é uma pena , pois tudo isto é muito lindo, quero deixar meus parabéns a todos os organizadores deste sistema dez dos guardas até a autoridade maior, a organização é perfeita, e quando for corrigido e for liberado irei ate o cristo novamente, pois faz algum tempo que estive la, abraços a todos os organizadores.

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