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NADAF CONTINUA PRESO

Perri pede vista de HC e adia julgamento da liberdade ou não de Pedro Nadaf

Divulgação

Pedro Nadaf foi secretário da Casa Civil no governo Silval Barbosa (PMDB). Foto: Divulgação

O desembargador Orlando Perri pediu vista e o julgamento do mérito do HC de Pedro Nadaf acabou ficando para a próxima quarta-feira (4.11).

Perri substituiu o desembargador Pedro Sakamoto, que por motivos de saúde não pode participar do julgamento.

Pedro Nadaf está preso há mais de um mês no Centro de Custódia de Cuiaba acusado de conceder benefícios fiscais para empresas de forma ilegal.

Ele, juntamente com Silval Barbosa (PMDB) e Marcel de Cursi, já responde como réus na ação.

O relator do HC, desembargador Alberto Ferreira de Souza, votou pela continuidade da prisão de Nadaf.

Em entrevista ao site Gazeta Digital, o advogado Alexandre de Abreu e Silva, que patrocina a defesa de Nadaf,  alegou que a prisão preventiva seria inoportuna, e que seu cliente não representaria risco para investigação do processo, tendo em vista que ele já ocupou vários cargos de relevância, como a presidência da Fecomércio e outros cargos notórios.

OPERAÇÃO SODOMA

O grupo, formado pelo ex-governador do Estado, Silval da Cunha Barbosa, Pedro Nadaf, Marcel Souza de Cursi, Francisco Andrade de Lima Filho, Sílvio Cezar Corrêa Araújo e Karla Cecília de Oliveira Cintra, foi denunciado pelo Ministério Público no final da tarde desta quarta-feira (23).

Eles vão responder pelos crimes de constituição de organização criminosa, concussão, extorsão e lavagem de dinheiro.

Os fatos vieram à tona com a Operação Sodoma realizada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública.

De acordo com a denúncia, no período de 2011 a 2015, “de forma arbitrária e violando os princípios da Administração Pública e, em especial da Administração Tributária, a Organização foi responsável pela edição de inúmeras normas tributárias esdrúxulas, casuísticas e, a serviço de interesses escusos, cujas regras eram criadas no interesse do grupo criminoso, sempre na busca da obtenção de vantagem indevida”.

Conforme as investigações, há indícios de que o grupo também tenha atuado no financeiro do Executivo, realizando pagamentos indevidos ou exigindo vantagem indevida para saldar os compromissos regulares.

A denúncia criminal, no entanto, refere-se a fatos envolvendo a concessão de benefícios fiscais às empresas Tractor Parts Distribuidora de autopeças Ltda, DCP Máquinas e Veículos Ltda e Casa da Engrenagem Distribuidora de Peças Ltda.

“A presente denúncia refere-se à atuação da organização criminosa no seio da Administração Pública, que exigiu, por intermédio de seus membros (agentes públicos), vantagem indevida do empresário (João Batista Rosa) para a manutenção de incentivo fiscal, via Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso, em prol de pessoas jurídicas, bem como, a prática de lavagem de dinheiro da vantagem indevida auferida e, em fase posterior o crime de extorsão”, explicou a promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco, em um trecho da denúncia.

Foto: Divulgação

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