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Rombo estratosférico

O governo brasileiro, infelizmente teve suas contas reprovadas, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), tendo como uma das medidas irregulares praticadas pelo governo, segundo o secretário do Tesouro Nacional, conhecido como “pedaladas fiscais”, pois havia R$ 50 bilhões em passivo com os bancos públicos no fechamento de 2014.

Destes valores devidos aos bancos, R$ 17 bilhões foram pagos pelo governo de janeiro a setembro de 2015; só que houve “atualização” dos valores, com incorporação dos juros incidentes nestas operações, além de novas obrigações neste ano, ainda assim, o valor que poderá ser abatido das metas fiscais permanecerá em R$ 50 bilhões, mesmo com o pagamento de R$ 17 bilhões das “pedaladas fiscais” do ano passado.

Eu não sou economista, portanto, vou usar um termo chulo para tentar explicar, essa artimanha utilizada pelo governo brasileiro. É como se nós, pessoas físicas, chegássemos a um agiota e emprestássemos uma quantia X em dinheiro, chegando o dia do pagamento, pagássemos apenas os juros, obviamente, o valor devido continuaria da mesma monta.

Nesse primeiro momento, mostramos apenas a ponta do iceberg, com as chamadas “pedaladas fiscais”.

Agora, vamos para a chamada revisão de meta fiscal, com o encaminhamento de proposta de alteração de meta fiscal de 2015, encaminhada esta semana pelo governo ao Congresso Nacional, que terá que ser aprovada pelo legislativo.

O governo mais uma vez, usou de manobras, para tentar equacionar um problema criando outro, o mesmo, revisou para baixo, a meta fiscal de 2015 para um déficit de R$ 51,8 bilhões, o que já será o maior rombo fiscal da história do Brasil.

Como se não bastasse isso, o governo poderá abater na meta mais de R$ 11 bilhões, aumentando desta forma o déficit para a ordem de R$ 62,87 bilhões, caso o leilão das hidrelétricas não aconteçam este ano, conforme o previsto, marcado para 25 e novembro.

Trocando em miúdos, vamos fazer agora, uma aritmética simples, pegando os R$ 50 bilhões das chamadas “pedaladas fiscais” somadas às revisões de metas fiscais da ordem de R$ 62,87 bilhões, que chegaremos à bagatela de R$ 112,8 bilhões, é mole ou quer mais.

Segundo, a chefe de ratings soberanos da América Latina da Fitch Ratings, Shelly Shetty, ela diz “A dificuldade fiscal e a crescente dívida do governo tem sido uma fonte de preocupação para todos nós, o que refletimos por meio do recente rebaixamento dos ratings do Brasil, em um degrau”.

Quero deixar bem claro aos críticos de plantão, tanto: os da direita, como os da esquerda; não estou querendo saber quem contraiu essa dívida astronômica, queremos saber, quem irá paga-lá.

Por certo, a resposta é obvia, seremos nós, reles contribuintes que vivemos literalmente em petição de miséria, em função de desmandos políticos, praticados por pessoas inescrupulosas, com o propósito de manter-se no poder, venderam até, suas almas para o diabo.
Pare o mundo, quero descer!

LICIO ANTONIO MALHEIROS é geógrafo.

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