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Mãe e filha são presas após usar nome da Sema e deputado para aplicar golpe

Corregedoria da Polícia Civil prende investigador acusado de extorsão . Foto: Divulgação

Duas mulheres que usavam nome de instituições públicas e de um deputado estadual foram presas, acusadas de crimes de estelionato e formação de quadrilha.

A prisão foi efetuada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), da Polícia Judiciária Civil, na tarde quarta-feira (04) e o flagrante confeccionado nesta quinta-feira (05).

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Mãe e filha são presas acusadas de usar nome de deputado e Sema para aplicar golpe

As suspeitas, mãe e filha, se passavam por servidoras da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e usavam o nome da Sema, do deputado estadual Pery Taborelli (PV), da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, para solicitar apoio, em dinheiro, junto a empresas privadas, para fins de supostas campanhas de divulgação ambiental.

As duas mulheres loiras e de boa aparência foram abordadas depois que deixaram um frigorífico em Várzea Grande.

Elas estavam na posse de um cheque no valor de R$ 500 reais e também recibo de outra empresa no valor de R$ 300 reais.

A dona do frigorífico confirmou ao delegado Gianmarco Paccola Capoani que as mulheres se identificaram como funcionárias da Sema e que enviaram e-mail solicitado o apoio, usando o nome de uma Ong.

No endereço da entidade, no bairro Nova Esperança III, em Cuiabá, os policiais encontraram uma casa de alvenaria, com a obra inacabada.

O presidente da Ong,  de 54 anos, foi conduzido à Delegacia, mas o delegado Gianmarco acredita que ele foi usado pelas mulheres e, por conta disso, deixou de autua-lo no procedimento, sendo  ouvido como testemunha.

Um advogado, que seria o coordenador da Ong, é apontado como membro do bando e estaria agindo junto com as duas mulheres, na prática de estelionato. O advogado será intimado para prestar esclarecimentos.

Segundo a Polícia Civil, as duas mulheres e o advogado estavam também enganando o presidente da Ong, que seria um senhor humilde e que trabalha como sorveteiro.

Conforme as investigações, as suspeitas usando a Ong, criada apenas no papel, entravam em contado com as empresas, e depois enviava e-mail, utilizando endereço eletrônico.

Em uma mensagem, enviada no dia 3 de novembro, assinada pela filha, que se dizia coordenadora do projeto, facilmente a Polícia Civil identificou a fraude.

O conteúdo dizia: “conforme nos falamos estamos em uma campanha ambiental juntamente com a polícia ambiental trabalhando em um grande projeto de conscientização. Através de palestras nas câmaras municipais escolas iremos distribuir gratuitamente em todo o estado cartilhas educativas. O seu patrocínio irá somar para que seja possível a impressão dessas cartilhas. Deputado Estadual Cel. Taborelli, Associação do Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental desde já agradece sua atenção para nosso projeto. Contamos com o patrocínio de R$ 1000,00”.

As logomarcas da Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros e o brasão do Estado Mato Grosso foram retiradas da internet pela suspeita e eram usadas para dar aparência de legalidade e reforçar as ações da Ong.

O delegado da Dema, Gianmarco Paccola, informou que o núcleo de inteligência da Dema recebeu denúncia de que duas mulheres, em um Celta preto, que se apresentavam como servidoras do Meio Ambiente, usando camiseta de uma Ong, estavam utilizando o nome de quatro instituições públicas, para arrecadar dinheiro de empresas e pessoas físicas, para supostas campanha de prevenção ao meio ambiente.

As duas tinham exemplar de uma cartilha piloto, com impressão caseira e mal elaborada, que seria confeccionada com o dinheiro arrecadado.

No material constava as  logomarcas das instituições do Corpo Bombeiro, da Polícia Militar Ambiental, o brasão do Estado, e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, seguida do nome do deputado estadual Taborelli. Elas também diziam que iriam realizar palestras em escolas.

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