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TJ ANALISA HC

Acusada de liderar suposto esquema na Setas, Roseli pode voltar a ser presa

Divulgação

Em julgamento de mérito de um habeas corpus, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu dois votos favoráveis a uma nova expedição de mandado de prisão preventiva para a ex-primeira dama Roseli Barbosa (PMDB).

Ela é apontada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como mentora de um esquema que desviou R$ 8 milhões dos cofres da Setas (Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social).

O julgamento foi interrompido por conta de um pedido de vistas do desembargador Luiz Ferreira da Silva.

O desembargador Alberto Ferreira de Souza também tem direito a voto e se manifestará no próximo julgamento.

O desembargador Rondon Bassil Dower Filho, relator do habeas corpus, votou a favor da prisão preventiva acompanhando parecer do MPE (Ministério Público Estadual).

Em sustentação oral, o procurador de Justiça, Domingos Sávio, defendeu a prisão preventiva alegando que a liberdade da ex-primeira dama representa um risco a fase de instrução processual.

Sávio citou os grampos do Gaeco em que o ex-governador Silval Barbosa, que está preso em decorrência da “Operação Sodoma”, informa o nome dela a secretária do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB).

“É um fato gravíssimo, que pode representar risco a instrução processual”, declarou.

Por outro lado, a defesa da primeira dama entende que não há motivos para uma nova prisão. O advogado Ulisses Rabaneda citou que a ex-primeira-dama é ré primária, tem endereço fixo e que a prisão pode ser substituída por outras medidas cautelares.

Os advogados ainda afirmam que a decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca concede liberdade até julgamento do mérito no STJ. Já o Ministério Público entende que a derrubada do habeas corpus pela Segunda Câmara Criminal deve fazer com que Roseli retorne a cadeia imediatamente.

Outro investigado na Operação Ouro de Tolo e que pode ser preso novamente é o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Silvio Correa de Araújo.

Em um voto com duras críticas ao sistema de corrupção montado pelo ex-governador, o desembargador Rondon Bassil defendeu uma nova prisão preventiva, mas o julgamento não foi concluído por conta do pedido de vistas do desembargador Luiz Ferreira.

“Não estamos lidando com um criminoso comum. Estamos falando de pessoas que querem fazer investimento no crime. Antes de cometer crimes, consultam seus assessores, fazem uma conta para ver se vale a pena ser desmoralizado e ir para a cadeia. A forma como se analisa a cautela é outra”. As informações são do Diário de Cuiabá

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