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FARRA NO CEASA

Deputado diz que dois ex-secretários de Silval são suspeitos de fraudes

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Foto: Divulgação

Criada em 2013 com o objetivo de ordenar o abastecimento de gêneros alimentícios produzidos no estado de Mato Grosso, em especial os oriundos da agricultura familiar, a Central de Abastecimento de Mato Grosso (Ceasa/MT)  pode estar no meio de um escândalo de beneficiamento ilícito e corrupção, envolvendo ex-secretários do governo Silval Barbosa (PMDB).

A denúncia foi apresentada  no plenário da Assembleia Legislativa,  pelo deputado Dilmar Dal’ Bosco (DEM).

A ilicitude, de acordo com o parlamentar, teria tido início na criação de uma empresa de economia mista, quando, ao invés de procurar investidores fortes do mercado agropecuário, o então governador usou membros do alto escalão como acionistas da empresa, que iniciou suas operações com capital social autorizado de R$ 20 milhões.

Para sua concepção, o Governo de Mato Grosso integralizou R$ 13.500,00 de capital inicial,  tendo  também como acionistas o ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar com investimento de R$ 200,00, o então presidente do Ceasa, com R$ 700,00, o ex-secretário-executivo do Núcleo Agropecuário, da Casa Civil, com R$ 200,00, o ex-assessor de gestão da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia  (Secitec), com R$ 200,00 e um ex-assessor da Casa Civil também com capital de R$ 200,00.

Conforme Dilmar Dal’Bosco, as irregularidades não acabam aí, pouco antes de encerrar o mandato de Silval, no dia 18 de dezembro de 2014, o então presidente do Ceasa convocou uma assembleia geral extraordinária alterando o capital social da empresa de ações ordinárias normativas, de R$ 20 para R$ 50 milhões.

Na mesma reunião, a quota dos sócios minoritários teve um aumento considerável, pois  foi aprovada a subscrição de seis mil e quatrocentas ações ordinárias nominativas divididas proporcionalmente entre os envolvidos.

“Essas pessoas investiram duzentos reais e, do dia para noite, tornaram-se milionárias. O Ceasa foi criado com objetivo de distribuir a produção agropecuária  mato-grossense, já que, hoje, 80% do que consumimos são adquiridos de outros estados. Ao invés disso, ela se tornou mais uma fonte de sujeira e corrupção. Por que nenhuma empresa ou produtor rural foi convidado a capitalizar? Por que triplicar o capital inicial, às vésperas de encerrar o mandato? O povo de Mato Grosso precisa de respostas”, cobrou Dilmar.

O parlamentar ressaltou que, apesar de possuir um sede administrativa ‘suntuosa’ na região central de Cuiabá, na Avenida Getúlio Vargas, o Ceasa/MT ainda não possui uma sede física para distribuição e abastecimento da produção agrícola de Mato Grosso.

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