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Maggi e Taques

Historicamente, a política de Mato Grosso depois da Constituição de 1946 se guiou por dois grupos, exceto algum tempo quando o PTB fazia um contraponto e se filiava a um dos grupos.

No mais, nunca teve muitos grupos conduzindo a política. Nos anos recentes tivemos o PSDB com Dante de Oliveira e o DEM, com o grupo Campos e à margem um desgastado PMDB.

A entrada de Blairo Maggi na política, em 2002, desequilibrou o PSDB que quase morreu nesses 13 últimos anos. O PMDB continuou capenga e o DEM forte.

Em 2010, a entrada de Pedro Taques na disputa para o Senado, abriu uma brecha no quadro de lideranças que estava assentado sobre Julio e Jaime Campos, ambos, porém, em fim de carreira.

Blairo Maggi entrava no Senado com mandato iniciado em 2010. O PMDB continuou com Carlos Bezerra, já sem maior prestígio.

Conclusivamente, temos já em 2010 duas lideranças fortes no cenário: Blairo Maggi e Pedro Taques, fora o empresário Mauro Mendes que viria se eleger prefeito de Cuiabá em 2012, uma liderança nova.

Em 2015, a filiação de Maggi, saindo do PR para o PMDB, sustenta dois grupos políticos no estado: o PSDB de Taques com algumas lideranças fortes, e o grupo do PMDB, com Maggi à frente.

No meio, sujeito a chuvas e trovoadas o prefeito Mauro Mendes, com amarrações com ambos, mas tendo que decidir seu futuro político para 2016.

Ser ou não ser candidato a prefeito. Se for, terá que decidir por um dos grupos. Nesse caso, a tendência será de hegemonia deste sobre o outro.

A política e a economia estarão divididas. O agronegócio que apoiou Blairo a governador em 2022 e a senador em 2010 está dividido. Parte dele está no governo atual ocupando cargos.

Porém, Maggi tem desgastes da sua gestão que esse governo ainda não tem, mas certamente terá porque é da natureza humana cometer erros e equívocos.

Há que se contar ainda a imensa capacidade de traições dentro da política.

Não existe um líder ou partido político que não tenha sido traído. Sempre os interesses são maiores do que as convicções de fidelidade.

Por fim, com Maggi no PMDB, nasce a chance de uma oposição à atual gestão, que vem navegando em águas serenas e impondo o que pensa.

Oposição é sempre muito bom porque funciona como uma espécie de controle de qualidade, regulando exageros e afinando o discurso. Se ter oposição é ruim para governantes, pior não tê-la.

Erra-se muito mais. Mas é difícil conviver com críticas.

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

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2 comentários em “Maggi e Taques”

  1. Gleyde Gahiva disse:

    Essa filiação do Maggi ao PMDB pode ser indício de que o partido o lançará à Presidência, em contra ponto à possível candidatura de Taques ao mesmo cargo.

    1. Eder Moraes disse:

      Não acredito na candidatura de Taques a presidência. Porém acredito em uma chapa homogênea tendo Aécio presidente e Taques vice. Já no caso Maggi creio na sua candidatura haja vista a insuficiência de nome dentro do PMDB, e o desgaste do atual governo.

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