FARRA DO DINHEIRO PÚBLICO

MPE denuncia 32 pessoas e gráficas por rombo de R$ 37 mi nos cofres da Assembleia

32 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Estado (MPE) em uma ação civil pública onde são acusadas de desviar mais de R$ 37 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na aquisição de materiais gráficos para Casa de Leis.

O MPE pediu à Justiça que os bens dos denunciados fossem bloqueados para que haja a reparação ao erário.

Entre os citados na denúncia estão o ex-presidente da ALMT, José Riva, o deputado estadual Mauro Savi, o deputado à época e hoje conselheiro do TCE, Sérgio Ricardo, e mais quatro funcionários da Assembleia Legislativa

O MPE também denunciou vários empresários donos de gráficas que teriam recebido milhões da AL, mas sem prestar o serviço.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, 12 empresas gráficas participaram do suposto esquema.

7 promotores de Justiça, que compõem o Núcleo de Defesa do Patrimônio do MPE. Gilberto Gomes, Célio Joubert Fúrio, Roberto Aparecido Turin, André Luiz de Almeida, Clóvis de Almeida Júnior, Tiago de Afonso da Silva e Daniela Berigo Castor.

A investigação começou após a delação premiada de um ex-deputado e dono de uma das gráficas.

Na Operação Aprendiz do Gaeco, o ex-parlamentar denunciou o esquema envolvendo as gráficas na Câmara de Vereadores de Cuiabá, sob a presidência do então vereador João Emanuel.

O Gaeco descobriu a fraude que chegou a R$ 1 milhão na aquisição de materiais gráficos para o Poder Legislativo Municipal.

Para os promotores, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, enquanto atuava no Poder Legislativo Estadual, juntamente com Sérgio Ricardo e Mauro Savi , onde ambos também ocuparam cargos na Mesa Diretora da ALMT, autorizava a compra das gráficas, sendo que jamais os materiais eram entregues.

A participação de um dos servidores envolvidos no esquema era atestar o recebimento dos materiais gráficos para garantir que o processo era legal.

Ainda segundo o MPE, a licitação para a contratação das gráficas também obedecia critérios já estipulados. Além dos certames serem direcionados para as empresas ganhadoras, a gráfica separava 25% do valor que recebiam e devolviam 75% do global para os gestores públicos.

Um dos empresários, donos de uma das gráficas de bastante renome no mercado, seria o operador do esquema. Era ele quem determinava que gráfica deve vencer cada licitação e depois como ela deveria proceder dentro do esquema. Ele também é um dos denunciados na ação do MPE.

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Um comentário em “MPE denuncia 32 pessoas e gráficas por rombo de R$ 37 mi nos cofres da Assembleia”

  1. Olá!
    Gostei muito destas novidades.
    Proporcionam economia e melhor qualidade de vida.

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