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EM BUSCA DA ORIGEM

Policial Militar e servidor da Sefaz bancam contas do ex-secretário Eder Moraes

UM PM e um servidor da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso, com nomes não divulgados, estariam, segundo investigação da Polícia Federal, bancando o alto padrão que o ex-secretário de Fazenda do estado, Eder Moraes, vive usufruindo.

O custo é bancado por esses dois servidores públicos porque Moraes está com as contas bloqueadas, e nelas, de acordo com a PF, não teria um centavo.

O gasto mensal de Eder chega perto dos R$ 40 mil. A Polícia Federal só não conseguiu ainda descobrir a origem do dinheiro que é encaminhado para Eder pagar suas contas.

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (25), o delegado Marco Aurélio Faveri, disse, que por enquanto, os dois servidores ainda não são acusados de nenhum crime.

Na data de hoje, a PF desencadeou a oitava fase da Operação Ararath para desarticular um braço da organização criminosa responsável por ocultar das autoridades o dinheiro público desviado e sustentar o luxuoso padrão de vida mantido pelos investigados.

Foi constatado que os integrantes da organização criminosa se utilizam de engenhoso esquema para ocultar a origem e a natureza de recursos obtidos com atividades ilegais, mediante a contratação e pagamento de empréstimos fraudulentos, aquisição de bens e investimento em empresas com a utilização de interpostas pessoas físicas e jurídicas (“laranjas”).

Servidores públicos estaduais e pessoas da confiança de um dos investigados (amigos e familiares) foram cooptados para realização de operações imobiliárias, pagamentos de despesas, fraudes documentais, circulação de altos valores em espécie, simulações contratuais e até mesmo “compra” de reportagens em meios de comunicação para favorecer os interesses do grupo criminoso.

As condutas investigadas estão capituladas no artigo 1º da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/98), com pena que pode ultrapassar a 16 anos de reclusão, e artigo 2º da Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), com pena que pode superar os 13 anos de reclusão.

Eder Moraes foi condenado pela Justiça Federal em 69 anos de cadeia, além de pagamento de multa.

A mulher dele, Laura Costa, foi absolvida das acusações.

Nesta quarta-feira, os dois estiveram, de forma coercitiva, prestando depoimento à PF sobre esse novo foco da investigação.

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