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CHACINA EM POCONÉ

Com medo de ter gado roubado, homem é suspeito de matar família inteira em Mato Grosso

O autor do triplo homicídio que vitimou uma família, em Poconé (104 km ao Sul), teve o mandado de prisão temporária cumprido, na manhã desta quinta-feira (10.12), em ação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia da Polícia Civil de Poconé, Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), com apoio das Delegacias Regionais de Cuiabá e Várzea Grande.

Apontado como autor do crime, Arnaldo Henrique de Souza, de 37 anos, foi preso na comunidade 120, na zona rural de Poconé, onde trabalha e tem uma fazenda de criação de gado.

Na propriedade do suspeito, foram apreendidas 3 armas de fogo, sendo 1 carabina, calibre 22, 1 revólver, calibre 38, e uma espingarda modificada para calibre 22, que possivelmente foram utilizadas no crime.

Após interrogatório do preso, os delegados Guilherme de Carvalho Bertoli, Olímpio da Cunha Fernandes Junior, Fausto José Freitas da Silva e o delegado geral Adriano Peralta Moraes, apresentaram as informações sobre o caso, em entrevista coletiva na sede do GCCO

De acordo com o delegado Guilherme Carvalho Bertoli, uma força tarefa foi montada para apurar o triplo homicídio, cabendo ao GCCO a instauração e presidência da investigação em parceria com a Delegacia de Poconé e DHPP.

Na quarta-feira (09), as equipes conseguiram chegar autoria do crime, representando pela prisão temporária do suspeito e mandado de busca e apreensão domiciliar, que no mesmo dia foram expedidos pela comarca de Poconé.

“As equipes vislumbravam a todo momento identificar a autoria do crime e suas circunstancias. A decretação das ordens judicais possibilitaram a prisão do autor e apreensão das armas utilizadas no crime. O criminoso não só confessou o crime, como deu detalhes, expondo a motivação, demonstrando frieza durante todo interrogatório”, destacou.

Em interrogatório, o acusado confessou o crime e disse que era amigo de longa data, da vítima, Paulo César de Moraes Filho.

Segundo Arnaldo, Paulo César era líder de uma quadrilha que furtava gado e fazendas da região, e chegou a seu conhecimento de que ele furtaria a fazenda do pai dele, além das propriedades “Tio Sam” e “Do Goianinho” e em razão disse decidiu executar a vítima, antes que ele praticasse o crime em sua propriedade.

No dia do triplo homicídio, o acusado foi até a casa de Paulo César, com duas armas de fogo, um revólver calibre 38 e uma espingarda semiautomática calibre 22.

Ao chegar à residência das vítimas, Arnaldo chamou por Paulo César e utilizou o revólver para executar o amigo assim que ele abriu a porta.

O suspeito entrou na residência para verificar se tinha mais alguém no local, e percebeu que a mulher de Paulo César, estava tentando se esconder embaixo da cama.

Antes de ser executada, Roseiman, falou o nome de Arnaldo, mostrando que havia o reconhecido, razão pela qual o suspeito decidiu executá-la.

Segundo o acusado, ele não sabia que a filha do casal de 5 anos estava escondida embaixo da cama com mãe, vindo a saber da morte da menina, na manhã seguinte, pelos comentários de moradores da região.

Antes de deixar a casa, Arnaldo ainda efetuou um disparo com a espingarda calibre 22, na cabeça de Paulo César.

O crime

As vítimas Paulo César de Moraes Filho, 25, sua mulher Roseiman Pereira Leite, 27, e a filha do casal de apenas cinco anos foram mortas, no dia 7 de novembro, por disparos de arma de fogo, dentro de casa, na comunidade 120, zona rural de Poconé.

Conforme o boletim de ocorrência, a criança de 5 anos foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Pronto Socorro de Cáceres, mas não resistiu e foi a óbito.

A vítima, Paulo César, foi alvejada por três disparos de arma de fogo e encontrada caída na sala da residência.

Sua esposa, Roseinan, foi encontrada sem vida caída no quarto da casa, com aproximadamente seis disparos.

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