NÃO É ELEFANTE BRANCO

Com ‘criatividade’, governo do estado consegue ‘salvar’ Arena Pantanal, diz site

Dos 12 estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, três foram erguidos em Estados sem tradição no futebol do país: Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, Arena Amazônia, em Manaus, e Arena Pantanal, em Cuiabá.

Eram, desde o princípio, os maiores candidatos a se tornar “elefantes brancos” após a Copa, em que pese as autoridades públicas jamais terem admitido essa possibilidade.

Das três, a Arena Pantanal é a única em que, pelo menos, o cidadão está tendo algum ganho com o equipamento, já que o governo local passou a promover eventos culturais gratuitos dentro da arena, além de incentivar o uso comunitário das praças e dos jardins construídos em seu entorno.

Em Cuiabá, a administração que assumiu o governo estadual no início deste ano usou de criatividade e observação do comportamento espontâneo da população para garantir que o estádio tivesse maior utilidade, mas não conseguiu impedir que ele gerasse prejuízo financeiro aos cofres públicos.

A arena foi erguida por quase R$ 700 milhões. Para incentivar a utilização do equipamento, o governo estadual decidiu arcar integralmente com o custo de manutenção em 2015.

“O custo mensal de manutenção do estádio é de R$ 600 mil, que estão sendo pagos integralmente pela Secretaria de Estado das Cidades (totalizando R$ 7,2 milhões). Para 2016, está previsto um decreto que regulamentará a cobrança pelos eventos realizados na Arena Pantanal”, informa a pasta.

Dessa maneira, pelo menos foi possível garantir que a população pudesse usufruir da praça esportiva. A Arena Pantanal recebeu um público de quase 100 mil pessoas só no mês de novembro. Um quarto disso, ou 25 mil pessoas, não pagou nada para entrar, são aqueles que passaram pelo local na quarta edição do programa “Vem Pra Arena”, criado pelo governo estadual. Ele ocorre em fins de semana, tem entrada gratuita e conta com atrações musicais, cênicas e praça gastronômica a preços acessíveis, das 18h às 22h.

A ideia de dar um uso cultural e gratuito ao estádio surgiu da observação da maneira como os cuiabanos vinham ocupando o espaço.

Em volta da arena, há praças e jardins, que passaram a ser ocupados pela população como se fosse um parque, com jovens e famílias andando de bicicleta, skate e fazendo exercícios.

Não pagar para utilizar o estádio incentivou os clubes locais a utilizá-lo. Em 2015, a Arena Pantanal recebeu mais de 250 mil pessoas, em quase 150 eventos realizados.

Deste total, pouco mais de um terço foram partidas de futebol, a grande maioria com público inferior a 2.000 pessoas.

No dia 21 do mês passado, o estádio recebeu a final da Superliga Centro-Sul de Futebol Americano, entre o Cuiabá Arsenal e o Coritiba Crocodiles. Foram 15 mil espectadores, recorde de público da modalidade no Brasil.

E foi também quase o maior público do estádio no ano, só perdeu para Vasco e Flamengo, no dia 28 de junho, pelo Campeonato Brasileiro, que levou 16.602 torcedores à arena e proporcionou a maior renda de 2015: R$ 1,15 milhão.

Os outros jogos da Série A do Brasileiro que aconteceram na Arena Pantanal atraíram menor público do que a final do futebol americano.

Cruzeiro e Corinthians, pela primeira rodada do Brasileirão, foi visto por 11.773 pessoas.

Ponte Preta e Palmeiras teve um total de 11.074 pagantes. Já o maior público pagante em uma partida com equipes locais foi a final do Campeonato Mato-Grossense, com 6.331 ingressos vendidos.

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Um comentário em “Com ‘criatividade’, governo do estado consegue ‘salvar’ Arena Pantanal, diz site”

  1. Zezo disse:

    Isso que dá construir obras faraônicas em estados inúteis para o país. Manaus foi a maior piada

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