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A obviedade

Muitos políticos gostariam de disputar a chefia do Executivo – municipal, estadual e federal. A imensa maioria deles, porém, não pode, nem deve. Pois lhes faltam a oportunidade desejada e o capital político necessário.

Este último é algo relevante (imprescindível até), sem o qual dificilmente alguém chegaria a se tornar governante. A petista Dilma Rousseff fugiu a essa regra. Isto não é toda hora que acontece.

Mesmo assim, o ex-juiz Julier tenta repetir o dito feito, ou na esfera estadual ou municipal, sem a presença de ‘um criador‘.

Não é segredo para ninguém que Julier Sebastião da Silva procura incansavelmente ingressar no tablado da política-eleitoral. Já tentou pelas mãos peemedebistas, e, agora, quer ser conduzido pela prancha pedetista.

Pode até ser que desta vez, claro, venha a sair para a disputa pela cadeira central do Alencastro. Disputar é fácil. Difícil é sair da disputa, vitorioso.

Mas ele tem muitas dificuldades em viabilizar sua candidatura. Não tem discurso, nem empolga os eleitores quando se põe a falar. Embora se saiba que várias coisas que diz sobre a atual administração da Capital sejam verdades.

O que são confirmadas pelo próprio prefeito. Pois o prefeito, logo, se põe a responder as críticas. Porém, o faz de maneira equivocada. Tanto que ataca a pessoa do ex-juiz, acusando-o de não conhecer a cidade, e, em seguida, afirma que o desmontaria ‘com a unha do dedinho dos pés‘.

O socialista-empresário e prefeito deveria isto sim, procurar desmontar as afirmações do ex-juiz. Coisa que até aqui não o fizera, e, certamente, não fará.

E isto pode levar uma parte do eleitorado a se colocar a favor do Julier, uma vez que são nítidas as falhas da então gestão, especialmente como ela lida com as coisas cotidianas da população, a exemplo do transporte coletivo, da organização da cidade e dos serviços oferecidos pela prefeitura.

Por outro lado, o Julier deveria ser mais contundente ao apontar os desacertos do prefeito, e aproveitar a oportunidade para apresentar suas ideias a respeito de como ele enfrentaria os problemas reinantes na Capital.

Problemas antigos, os nem tanto velhos e os novos, com estes se juntando com aqueles, formando um quadro complicado, que impede os munícipes de encontrarem os pontos que os aproximam a cidade.

São estes os ditos pontos referencias. Difíceis de serem encontrados por faltar os mapas.

Não apenas o mapa que registra ruas e bairros cuiabanos, mas também os que deixam à mostra áreas de convergências entre os moradores e o tecido urbano citadino.

Ao ser objetivo, o ex-juiz estaria ajudando o eleitorado na sua reflexão sobre a gestão Mauro Mendes, e, a partir daí, tentar atrair a atenção do eleitorado.

Mas isto, é bom que se diga, sempre foi muito difícil para o ex-juiz Julier Sebastião.

LOUREMBERGUE ALVES é professor universitário e articulista político em Cuiabá.

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