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NOVO DELATOR

Ex-secretário de Silval se coloca à disposição da polícia e pode revelar mais sobre os incentivos fiscais

Hipernotícias

O ex-secretário de Indústria e Comércio de Mato Grosso, Alan Zanata, que atuou durante a gestão de Silval Barbosa (PMDB), pode ser o novo delator da Operação Sodoma.

Em documento encaminhado à Delegacia Fazendária e de Crimes contra Administração Pública, Zanata se oferece para ser colaborador nas investigações realizadas pela Delegacia Fazendária.

“Neste sentido, reitero a manifestação de respeito e a intenção em colaborar com a investigação em curso no inquérito policial acima destacado”, diz o ex-secretário em ofício assinado pelos seus advogados. A informação é do Folhamax.

O documento protocolado data do dia 29 de setembro, 12 dias após Silval Barbosa e os ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi estarem presos no Centro de Custódia de Cuiabá acusados de beneficiarem empresas de Mato Grosso de forma ilegal por incentivos fiscais.

O ex-secretário informa ainda estar residindo na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais.

Além de se colocar à disposição das investigações,  Zanata solicita ao delegado Lindomar Aparecido Tofoli o documento original do Decreto 2691/2014 que concedeu incentivos fiscais para 16 empresas.

Dentre elas, estão as empresas Tractor Parts, DCP Máquinas e Veículos e Casa da Engrenagem Distribuidora de Peças, que são de propriedade deo João Batista Rosa.

O empresário foi responsável por revelar um esquema de venda dos incentivos que culminou na Operação Sodoma.

SEM ASSINATURA

Apesar de ser secretário à época dos supostos benefícios ilegais, o decreto publicado no Diário Oficial do Estado em 29 de dezembro de 2014 não conta com a assinatura de Zanatta.

Já Silval e Nadaf, que seguem detidos no centro de custódia de Cuiabá, assinam o documento.

Alan Zanatta assumiu a secretaria na gestão de Silval Barbosa no início de 2013 no lugar de Pedro Nadaf.

Ele chegou a ser um dos citados na “Operação Sodoma”, mas não foi alvo de nenhum ato policial.

Zanata também foi ouvido na CPI dos Incentivos Fiscais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Num segundo momento da Operação Sodoma, que ainda não foi realizado, a Delegacia Fazendária cogitou a possibilidade do ex-secretário ser investigado, mas isso ainda não aconteceu.

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Foto: Hipernotícias

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