SODOMA

Empresário diz que recebeu telefonema ameaçador após virar delator

O empresário João Batista Rosa revelou, nesta sexta-feira (29), que sofreu grave extorsão por membros do governo passado.

Em depoimento à juíza Selma Rosane Arruda, da sétima vara criminal de Cuiabá,  o delator da Operação Sodoma contou em detalhes como funcionava o suposto esquema de extorsão em que ele acabou sendo alvo.

O empresário foi beneficiado de forma irregular com incentivos fiscais para suas empresas.

Ele aceitou ser inserido no Prodeic dessa forma após abrir mãos de créditos que teria junto à Secretaria de Fazenda do Estado.

Rosa disse que mesmo inserido, teve problemas na manutenção do programa por causa das documentações.

Nesse período, segundo o empresário, ele começou a pagar propina para membros da gestão passada.

O valor teria chegado a R$ 2 milhões. O empresário disse que pagava temendo ficar fora do Prodeic.

Neste período, foi iniciada a CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal na Assembleia Legislativa.

O empresário contou que foi orientado a procurar o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), que é um dos subrelatores da comissão e ficou assustado ao ouvir uma declaração do secretário Paulo Taques, de que os incentivos concedidos na gestão passada eram caso de polícia.

Com pressão por todos os lados, o empresário resolveu abrir a boca e contar em detalhes como funciona o suposto esquema envolvendo os incentivos fiscais.

João Rosa contou que chegou a ser procurado pelo diretor da City Lar, Florindo José Gonçalves, para intermediar um encontro com Nadaf na empresa. Contudo, ele não aceitou.

João Rosa conta que foi orientado por Pedro Nadaf e Marcel de Cursi a conversar com eles apenas pelo aplicativo WhatsApp, já temendo que ligações telefônicas pudessem ser interceptadas.

O dono do Grupo Tractor Parts contou ainda que recebeu ameaças após firmar acordo de delação. “Ligaram na minha casa e perguntaram se a viúva do João Rosa estava”, revelou. (Com Folhamax)

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