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Deixem o MPE trabalhar!

Em meio a polêmicas e muitas críticas por conta das diversas vantagens indenizatórias que “turbinam” os salários de promotores e procuradores de Justiça (assim como de juízes, desembargadores, defensores públicos, etc..), é preciso dar o braço a torcer.

O Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado, do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Promotoria Criminal do Patrimônio Público, está passando a limpo as gestões dos ex-governadores Silval Barbosa e Blairo Maggi, ambos do PMDB.

Muito embora os chamados “penduricalhos” sejam questionáveis – e devem ser debatidos de forma aberta e séria -, é preciso reconhecer o trabalho de promotores que têm se dedicado a investigar os escândalos de corrupção das gestões dos dois peemedebistas.

Escândalos dos maquinários, precatórios, cartas de créditos, extorsão por incentivos fiscais, superfaturamento de apostilas, esquema de lavagem de dinheiro, etc, etc. Chega a ser difícil enumerar todos os casos.

E é justamente pela atuação dos promotores neste caso que a sociedade não pode, neste momento, crucificar seus membros única e exclusivamente pelos seus salários avantajados que, embora imorais, estão amparados por leis devidamente em vigor.

E não adianta espernear com aquele discursinho de advogado de que o que existe é pura e simples espetacularização.

Isso porque as ações do MPE vem ganhando o respaldo do Judiciário, em primeira, segunda e até nas instâncias superiores, como é possível ver claramente nas Operações Sodoma e Ventríloquo.

Isso só enfraqueceria e desprestigiaria todo o trabalho sério que o órgão vem fazendo no combate à corrupção. Convenhamos, o Brasil está sendo passado a limpo nacionalmente pela Operação Lava Jato.

Mato Grosso também precisa ser passado a limpo. Certamente, muitos outros casos virão.

Por isso, deixem o MP trabalhar…

ALEXANDRE APRÁ é jornalista e editor do Isso É Notícia

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