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LEVANTAMENTO

José Medeiros é o senador mais faltoso de Mato Grosso no Senado em 2015

Agência Senado

José Medeiros (PPS) é o senador mais faltoso dos três que representam Mato Grosso no Senado Federal.

O levantamento foi feito pela Revista Congresso em Foco e aponta que Medeiros faltou 15 das 127 sessões ocorridas. Em todas as 15 faltas, Medeiros se justificou.

No geral, Medeiros ocupa a 33ª posição.

MEDEIROS

José Medeiros é o senador mais faltoso de Mato Grosso no Senado em 2015. Foto: Agência Senado

Em segundo lugar vem o senador Wellington Fagundes (PR). Fagundes faltou 13 das 127 sessões. Entre os 81 parlamentares, Fagundes ficou na 43ª posição. O republicano se justificou em todas as ausências.

Por último aparece o senador Blairo Maggi (PR). Das 127 sessões, ele compareceu em 118.

Blairo teve 9 faltas e justificou todas. Ele ficou em 57ª posicão.

Levantamento da Revisto Congresso em foco:

Do total, todos os senadores acumularam 1.236 faltas entre fevereiro e dezembro de 2015.

Do total, 86% foram perdoadas pelo Senado devido à apresentação de justificativas. Ou seja, nesses casos, os parlamentares não tiveram desconto no salário e ainda se livraram do risco de perder o mandato.

Pela Constituição, quem falta a mais de um terço das sessões destinadas a votação sem justificar está sujeito a ser cassado.

Em 2015, dois senadores atingiram o limite constitucional de faltas que implica a perda de mandato: Magno Malta (PR-ES) e Zezé Perrella.

Mas, com as justificativas genéricas, eles não correm risco de perder o mandato. Apenas dois senadores registraram presença em todas as 127 sessões reservada a votação em 2015: Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Romário (PSB-RJ).

A grande maioria das faltas foi atribuída a “atividades parlamentares”, que podem ser desde compromissos externos ligados a comissões até a participação em atos políticos, como inauguração de obras em seus estados.

Em vários desses casos, os senadores sequer especificam o que estavam fazendo fora do Senado.

Levantamento exclusivo feito pela Revista Congresso em Foco revela que três de cada quatro senadores usaram esse tipo de explicação para suas ausências em 2015.

Das 1.072 ausências justificadas, 820 (76%) foram atribuídas a atividades parlamentares.

Além das atividades parlamentares genéricas, os senadores podem usar como justificativa a participação em discussões ou eventos em que representam o Senado, as chamadas missões oficiais, e licenças médicas.

O número de ausências justificadas quase dobrou do primeiro ano da legislatura passada para esta.

Em 2011, 669 faltas foram abonadas, ou seja, autorizadas pela Mesa Diretora ou pelo Plenário.

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