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DIZ JUÍZA

Além de perigoso, ex-procurador não iria parar de cometer crimes

O ex-procurador Francisco Lima, o Chico Lima, preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, na tarde desta quarta-feira (17), é apontado pela juíza Selma Rosane Arruda como um homem de alta periculosidade.

Segundo a magistrada, dentro da organização criminosa liderada por Silval Barbosa (PMDB), juntamente com o seu braço direito, o ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, Chico Lima é o articulador do bando junto a empresas que se encarregavam de fazer a lavagem do dinheiro ilícito, diz trecho da decisão que levou o ex-procurador a fazer companhia para o ex-governador e Nadaf.

A juíza também cita que o ex-procurador ainda tem prestígio e poder político para conseguir seus objetivos escusos.

Para a magistrada, Francisco Lima deve ser levado ao cárcere porque o mesmo não pretende parar de praticar os crimes.

De acordo com o Gaeco, a prisão preventiva foi decretada no dia 12 de fevereiro nos autos do processo que apura esquema de desvio de verbas públicas, que seria encabeçado pelo ex-governador do Estado, Silval Barbosa.

Trata-se de fraude mediante a expropriação de terras rurais e mudanças de destinação de tais terras, que visava tão somente a aquisição simulada de uma área rural de 721 hectares, a qual, na verdade, já havia sido adquirida anos antes pelo Estado. Estima-se que R$ 7 milhões foram desviados dos cofres públicos com a referida transação.

“Além da compra simulada, consta que o valor do negócio foi superfaturado e que a área de terras está hipotecada para terceiros, de modo que jamais poderia ter sido adquirida”, destacou a juíza Selma Rosane Santos Arruda, na decisão que decretou a prisão do ex-procurador.

“O risco de fuga é iminente: basta que Francisco perceba que sua efetiva participação está sendo descortinada e tenha ciência de sua provável condenação pelos graves crimes que lhe são imputados”, afirmou.

Na operação Sodoma, o ex-procurador foi denunciado pela prática de crimes de peculato, organização criminosa e extorsão. Ele foi apontado como principal articulador da organização junto a empresas que se encarregaram da lavagem de dinheiro ilícito.

Leia aqui a decisão da decretação da prisão de Chico Lima. 

COMO FOI A PRISÃO

Chico Lima estava depondo na audiência de instrução e julgamento da Operação Sodoma, no Fórum de Cuiabá.

Assim que deixou o local, foi dada voz de prisão contra ele.

Lima é um dos réus da Operação Sodoma, investigação realizada pela Delegacia Fazendária, juntamente com Silval Barbosa, Marcel de Cursi e Pedro Nadaf.

Mesmo não sendo preso como os outros três, Chico Lima vinha sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.

A prisão contra Chico Lima é por conta da Operação Seven, que apura compra ilegal de terras por parte do Estado.

A prisão foi decretada por Selma Rosane de Arruda, a mesma juíza que ouviu o ex-procurador momentos antes sobre os Incentivos Fiscais.

Além do ex-procurador, o ex-governador Silval Barbosa, Pedro Nadaf, o ex-adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro, e o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, estão presos no Centro de Custódia de Cuiabá.

O ex-procurador deve passar por exame de corpo delito no IML e ser ouvido nesta quinta-feira (18) pelo Ministério Público do Estado. (Com Assessoria)

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