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CRISE EM VÁRZEA GRANDE

Por um voto, Câmara de Vereadores não consegue afastar Lucimar da prefeitura

Divulgação

Por apenas um voto, a Câmara de Vereadores de Várzea Grande não afastou, por 90 dias, a prefeita do município, Lucimar Campos (DEM), em sessão realizada na noite dessa quarta-feira (2).

Dos 21 vereadores, 13 se posicionaram favoráveis a saída temporária da esposa do ex-senador Jaime Campos, embora a maioria, oito defenderam a permanência. Para o afastamento seriam necessários 14 votos.

Para pedir o afastamento, a Câmara de Vereadores apresentou 15 denúncias conta a gestão de Lucimar Campos.

Oneir Brito, que é suplente de vereador, entrou com uma representação no Legislativo acusando Lucimar de cometer atos seguidos de improbidade administrativa e citou o fato do seu marido atuar na linha de frente da gestão despachando com líderes de segmentos organizados comentendo crime de usurpação pública.

A ex-presidente do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público) de Várzea Grande, Maria Aparecida Cortez, apresentou denúncia na Secretaria de Educação sobre o suposto favorecimento a empresa Traço Arquitetura em licitações na pasta.

Também chegou a ser solicitado o afastamento do vereador Hilton Gusmão (PMB) pelo fato do filho dele ser investigado pela suspeita de usado diploma falso para assumir a função de odontólogo na rede de saúde da cidade.

Os pedidos de afastamento da prefeita foram lidos pelo vereador Pedro Tolares (SD), o Pedrinho.

O parlamentar baseou a saída da prefeita na Lei Estadual que diz que “o prefeito poderá ser afastado liminarmente de suas funções, em qualquer fase do processo, por decisão de dois terços dos integrantes da Câmara Municipal, quando o Executivo impedir a plena apuração dos fatos ou quando se tratar de ilícito continuado”.

Os parlamentares que votaram pelo afastamento de Lucimar foram Jânio Calistro, Miguel Baracat, Valdir Bento, Mirian Pinheiro, Hilton Gusmão, Fábio Saad, Chico Curvo, Kalil Baracat, Joaquim da Alameda, Missionário Brito, Pedrinho, Ivan do PT e Maninho de Barros.

Já os contrários são João Maadureira, Sumaia Mayer, Joãozito de Barros, Ferrinho, Gordo Goiano, Nana, Leonardo Mayer e Nilo Campos.

Mesmo permanecendo na prefeitura, a situação de Lucimar Campos é muito sensível, já que a Câmara de Vereadores instalou uma Comissão Processante para apurar um suposto esquema de superfaturamento em uma licitação para aquisição de remédios no valor de R$ 2 milhões. Lucimar deve ser convocada pelo Parlamento Municipal para prestar esclarecimentos.

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