OPERAÇÃO SODOMA 2

Ex-secretário de Silval, empresário e secretária de Nadaf são presos

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da Polícia Judiciária Civil, desencadeou na manhã desta sexta-feira (11) a segunda fase da operação Sodoma.

Vinte e uma ordens judiciais foram decretadas pela Vara Especializada Contra o Crime Organizado, sendo 11 mandados de buscas e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de condução coercitiva, nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Crimes Contra a Administração Pública e Contra a Ordem Tributária (Defaz).

O operação Sodoma 2 apura conduta dos membros da organização criminosa na utilização de recursos provenientes do pagamento de propina e lavagem de dinheiro.

Já estão confirmados os cumprimentos de cinco mandados de prisão contra os ex-secretários Pedro Jamil Nadaf (Indústria e Comércio), Marcel Sousa de Cursi (Fazenda), César Roberto Zílio (Administração); Willian Paulo Mischur (Consignum – empresa de empréstimo consignado para servidores públicos); e Karla Cecília de Oliveira Cintra, assessora direta de Pedro Nadaf, que na primeira fase da operação Sodoma teve medida cautelar para uso de tornozeleira eletrônica decretada e agora foi expedida ordem de prisão.

Os ex-secretários de Indústria e Comércio e de Fazenda, Pedro Jamil Nadaf e Marcel Sousa de Cursi, respectivamente, estão presos desde a primeira fase da operação Sodoma, em setembro de 2015, no Centro de Custódia de Cuiabá.

“Essa é mais uma ação dos eixos prioritários da nova política de segurança pública, que é o combate vigoroso à corrupção. Temos que ser implacáveis com a corrupção e virar essa triste página da história do Brasil e de Mato Grosso. Um Estado só pode ser justo e eficiente se extirpar esse mal”, destacou o secretário de Estado de Segurança Pública, Fábio Galindo Silvestre.

A Delegacia Especializada de Crimes Contra a Administração Pública e Contra a Ordem Tributária (Defaz) é integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), que foi criado em 2015 pelo governador Pedro Taques (PSDB) como uma alternativa para melhorar a arrecadação do Estado com a prevenção e repressão de atividades de danos ao erário e lesão patrimonial.

O Cira é formado por vários órgãos que prestam serviços à população, como Ministério Público, secretarias de Segurança Pública e de Fazenda e Procuradoria Geral do Estado.

Os trabalhos são desdobramentos das investigações relacionadas à concessão fraudulenta de incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso, o Prodeic.

As investigações apuraram que parte dos cheques repassados como pagamento de propina a servidores públicos foram utilizados para aquisição de um imóvel localizado na Avenida Beira Rio, bairro Grande Terceiro, em Cuiabá.

Participam da operação cerca de 60 policiais civis, entre delegados, escrivães, investigadores de polícia, da Delegacia Fazendária, Delegacia de Meio Ambiente, Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), unidades da Diretoria de Atividades Especiais, e da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e peritos forense em computação da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Primeira Fase

Na primeira fase da operação Sodoma oito membros da organização foram indiciados pela Polícia Judiciária Civil e sete deles denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Os envolvidos responderão por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Entre os indiciados e denunciados estão o ex-governador Silval da Cunha Barbosa e os ex-secretários Pedro Jamil Nadaf e Marcel Souza de Cursi. Os três estão presos no Centro de Custódia de Cuiabá.

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