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UM TIME DE FUTEBOL

Governo Silval Barbosa tem onze gestores presos, diz levantamento feito por jornal

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No total, 11 auxiliares diretos já foram encaminhados para a prisão em caráter preventivo. Considerado homem-forte da gestão estadual, Eder Moraes exerceu durante o mandato do peemedebista as funções de secretário-chefe da Casa Civil, presidente da Agecopa e, por último, titular da Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo).

Acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro nacional que gerou prejuízo de até R$ 500 milhões, Eder Moraes foi preso pela acusação da Polícia Federal no transcorrer da operação Ararath de manter um esquema que desviava dinheiro público para abastecer caixa 2 de campanha eleitoral, pagar propina, comprar sentença judicial e até comprar uma vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Já condenado pela Justiça Federal de Mato Grosso a 69 anos e quatro meses de prisão, Eder Moraes atualmente está preso no CCC (Centro de Custódia de Cuiabá) por violação ao uso da tornozeleira eletrônica.

Considerado o homem que revolucionaria a saúde pública no primeiro ano de mandato, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP), secretário de Estado de Saúde no primeiro ano da gestão do peemedebista, foi preso após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 7 anos e 2 meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Em dezembro de 2014, quando foi deflagrada pela Polícia Civil a operação Edição Extra, houve a prisão de dois secretários-adjuntos por conta da suspeita de participação em uma fraude de licitação para aquisição de material gráfico na ordem de R$ 44 milhões.

Em agosto de 2015, quando foi deflagrada a operação Ouro de Tolo deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), foi presa a ex-primeira-dama Roseli Barbosa, pela suspeita de desviar até R$ 8 milhões dos cofres da Secretaria de Trabalho e Assistência Social.

Também foi preso seu auxiliar direto, o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Silvio Cézar Corrêa de Araújo.

Agora, com a operação Sodoma, que apura “venda” de incentivos fiscais por meio de pagamento de propina, Pedro Nadaf, ex-secretário de Indústria e Comércio e chefe da Casa Civil, e Marcel de Cursi, ex-secretário de Fazenda, estão com dois mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Com a operação Seven, deflagrada pelo Gaeco, que apura um esquema de fraude de R$ 7 milhões na compra de um terreno público, foi autorizada a prisão do ex-presidente do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso), Afonso Dalberto.

Na ocasião, também foi autorizada a prisão preventiva do procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, conhecido por atuar diretamente no gabinete do ex-governador Silval Barbosa, e do ex-secretário-adjunto de Administração, José de Jesus Nunes Cordeiro.

Nesta sexta-feira (11), foi autorizada a prisão preventiva do ex-secretário de Administração, César Zílio. O próprio ex-governador Silval Barbosa (PMDB) está com a prisão decretada e acumulando derrotas jurídicas na tentativa de obter a liberdade.

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