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BR-163

Odebrecht dispensa 600 funcionários e obra de duplicação é suspensa

A Odebrecht teria demitido em torno de 600 funcionários que iriam trabalhar na obra de duplicação do Posto Gil até Nova Mutum, região norte do Estado.

A extensão da obra seria de 90km. A suspensão da obra seria por conta do financiamento junto ao BNDES que não saiu porque o Banco alegou que não teria dinheiro para custear o empréstimo.

A Odebrecht chegou ainda a abrir um parque de máquinas para colocar os mais de duzentos maquinários que trabalhariam na obra.

Procurada pela reportagem do Mato Grosso Mais, a assessoria da Rota do Oeste encaminhou nota abaixo:

A Concessionária Rota do Oeste esclarece que, com a entrega dos 117 km de rodovia duplicada na região sul, 45 quilômetros a mais do que exige o contrato, irá priorizar as obras nos trechos da BR-163 recém inseridos em seu escopo de trabalho e que estavam em avançado de deterioração, atendendo a uma demanda dos usuários da rodovia. ​

Ao todo cerca de 1,7 mil pessoas atuam em frentes de trabalho que realizam obras de conservação e restauração do pavimento nos 108 quilômetros entre Várzea Grande e Jangada, nos 174 quilômetros de Rondonópolis a Cuiabá, além dos trabalhos operacionais na rodovia. 

Em relação às obras de duplicação, não há previsão de início no Norte enquanto as equipes da concessionária estiverem focadas nos trechos em recuperação.

Embora nenhum desligamento tenha acontecido até aqui, a construtora deve realizar a desmobilização de parte de seu efetivo nos próximos dias pelos motivos explicados acima.

O número de pessoas e as datas ainda não estão definidos. Por outro lado, cerca de 170 pessoas foram contratadas recentemente para atuar no Plano de Recuperação do pavimento entre Cuiabá e Rondonópolis.

A Concessionária ressalta que a movimentação de pessoas em obras de grande porte é normal e acompanham o volume de investimentos que são realizados no momento.

Por contrato, a Rota do Oeste possui 5 anos para realizar a duplicação de 453 km da rodovia em Mato Grosso e atualmente está adiantada no cronograma previsto.

OBRA DUPLICADA

A Concessionária Rota do Oeste, responsável pela operação e por parte das obras de duplicação da BR-163 em Mato Grosso, liberou para o tráfego, neste domingo (20), o total de 117 quilômetros de rodovia em pista dupla, o maior segmento duplicado no Estado.

A entrega do trecho, compreendido entre a divisa com o Estado de Mato Grosso do Sul e Rondonópolis, a conclusão da primeira grande etapa das obras.

Com a entrega, a Concessionária também se antecipa em 45 km ao cronograma estipulado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que era de abrir ao tráfego 74 km até 20 de março.

Nestes dois anos de trabalho, cerca de 5 mil pessoas foram mobilizadas no pico das obras para a construção da nova pista e mais 16 dispositivos entre viadutos, pontes retornos.

Este foi o maior projeto rodoviário executado nos últimos anos em Mato Grosso e contou com o investimento de R$ 310 milhões.

A partir de agora, o principal acesso ao Estado se dá por pista dupla. Na opinião do diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, dois benefícios poderão ser percebidos imediatamente.

O primeiro é a segurança, uma vez que os riscos de acidentes reduzem consideravelmente em rodovias duplicadas. O segundo é o tempo de viagem, que também tem queda significativa em comparação com estradas de pista simples.

Este segmento da BR-163 também é a via mais importante no acesso aos portos das regiões Sul e Sudeste e, por isso, é muito utilizado por veículos de carga e foi priorizado pela Concessionária.

“Existia um problema na região de acesso ao terminal de grãos da ALL, que recebe cerca de 800 caminhões por dia, sendo que no pico da safra este número chega a 1.200 por dia. Outro motivo foi o licenciamento ambiental, que estava em parte concedido neste trecho, o que ajudou a dar celeridade ao início dos trabalhos”, explica o diretor presidente da Rota do Oeste, Paulo Meira Lins.

O conjunto de obras, executadas pela Construtora Norberto Odebrecht, também inclui a construção de nove dispositivos de acesso e sete obras de arte, como pontes e viadutos, dois acessos e três bases do Sistema de Atendimento ao Usuário (SAU).

Entre os dispositivos, dois deles são retornos em desnível, outros dois da modalidade trombeta, como o que dá acesso ao aeroporto de Rondonópolis, e cinco diamantes.

Após a conclusão deste primeiro grande desafio, a Concessionária Rota do Oeste passa a priorizar a restauração do pavimento nos trechos recém-assumidos, entre Rondonópolis e Cuiabá e de Várzea Grande a Rosário Oeste.

Estes dois pontos, onde 11 frentes de trabalho atuam noite e dia, receberão atenção especial devido ao avançado estado de degradação do pavimento e também à sua importância, já que são os dois principais acessos à Capital.

Meira Lins explica ainda que a avaliação técnica da empresa havia detectado alguns trechos críticos nestes segmentos, mas que com as chuvas e o tráfego intenso para escoamento da safra, o problema se agravou, atingindo inclusive pontos antes considerados em estado regular.

Dois anos em transformação

Nos dois últimos anos, a Concessionária Rota do Oeste investiu R$ 1,2 bilhão em obras de  melhorias, duplicação e implantação do Sistema de Atendimento ao Usuário (SAU).

Foram mais de 450 quilômetros de rodovia recuperados, e agora em manutenção constante, em três pontos, da divisa de Mato Grosso do Sul até Rondonópolis, o contorno de Cuiabá e Várzea Grande e de Diamantino (Posto Gil) até Sinop.

Fora isso, o SAU completou 18 meses desde início da operação e soma mais de 150 mil ocorrências atendidas com o resgate de quase 60 mil veículos e atendimento pré-hospitalar a mais de 10 mil pessoas. Trabalhos que contribuem para a redução de mortes na rodovia.

LAVA JATO

A Odebrecht virou alvo da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal do Paraná.

Marcelo Odebrecht, ex-presidente da maior empreiteira do Brasil, foi condenado a mais de 19 anos de prisão. O juiz Sérgio Moro condenou ainda mais oito réus julgados neste processo da operação Lava Jato.

O juiz identificou o pagamento de propina em contratos com a Petrobras, que de acordo com a sentença, envolveram o pagamento de R$ 108 milhões e mais U$ 35 milhões.

Para o juiz, Marcelo Odebrecht cometeu corrupção em 11 casos identificados.

Ao todo, Marcelo foi condenado a 19 anos e 4 meses de reclusão e vai ter que pagar multa pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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