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SAÚDE

Saúde divulga dados sobre dengue, zika e chikungunya

Ilustrativa

Mato Grosso teve 16.319 casos de dengue registrados este ano, segundo o Boletim Epidemiológico da dengue, chikungunya e zika emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Em comparação com 2015, quando foram notificados 5.150 casos no mesmo período, houve um aumento de 216%.

De acordo com o boletim, o estado está em alerta pelo aumento nas notificações de casos suspeitos das três doenças. A dengue apresenta um número três vezes maior que o mesmo período anterior. Dos 128 municípios que notificaram casos, 81 apresentam incidência acima de 300/100 mil habitantes, sendo classificados como de alto risco de transmissão da dengue.

Em relação à zika vírus, 16.319 casos suspeitos foram notificados. No ano passado foram 9.092 casos. Porém, estes números ainda podem sofrer alteração devido a atrasos nas atualizações dos sistemas de informação dos municípios. Até o momento, 58 municípios estão classificados como de alto risco para a transmissão da doença.

Sobre a febre chikungunya foram registrados este ano 704 casos suspeitos, com incidência de 22 casos por 100 mil habitantes. No ano passado foram 316 casos. Até o momento, 88 municípios não notificaram casos de febre chikungunya. Dois municípios apresentam alto risco para transmissão da doençao: Campo Novo dos Parecis, com 320 casos e incidência de 1000/100 mil e Acorizal com 18 casos, incidência de 336/100 mil habitantes.

Prevenção

Diante do crescente aumento de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e a situação de risco para epidemia no estado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) recomenda às secretarias municipais que mantenham a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto, para que mortes sejam evitadas. Além disso, estão sendo realizadas atividades de vistoria, orientação e prevenção, principalmente nos municípios silenciosos e de maior incidência.

Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da doença, a SES também monitora semanalmente a progressão dos casos. Além disso, capacitações são realizadas com os profissionais para habilitar médicos e enfermeiros na detecção precoce dos casos, atendimento oportuno, tratamento adequado e reabilitação dos mesmos, quando se fizer necessário.

O alerta vale também para a população mato-grossense, que tem papel importante na prevenção, uma vez que 90% dos criadouros são encontrados nos domicílios. As medidas de prevenção e controle que devem ser tomadas são simples e práticas, como fechar a caixa dágua de forma adequada; não acumular vasilhames, lixos e embalagens no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta.

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