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Silval chama empresário de mentiroso e cobra investigação sobre R$ 1 milhão

Divulgação

Levado a Delegacia Fazendária para prestar esclarecimentos sobre a acusação de que recebeu propina para manter ativo o contrato da empresa Consignum com o Governo do Estado, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) permaneceu em silêncio. Ele teve um novo mandado de prisão decretado pela juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na 3ª fase da “Operação Sodoma”.

Em entrevista aos jornalistas, ele afirmou que o inquérito policial já está concluso e não viu necessidade de falar neste momento. “Eu vou falar em juízo porque o inquérito aqui já está fechado. Conversei muito com o delegado e só que falei que vou falar sobre isso em juízo”, declarou o ex-governador.

Todavia, Silval negou as acusações de ter recebido propina do empresário Willians Paulo Mischur. Segundo o próprio empresário, que colaborou com as investigações, a propina variava de R$ 500 mil a R$ 700 mil e foi acertada no apartamento do ex-governador no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. “Ele fala que teve corrupção desde o governo do Blairo há 14 anos, mas eu nem o conheço. Nunca esteve comigo”, assinalou.

Ele ainda criticou o fato do inquérito não constar a apreensão de R$ 1 milhão na residência de Willians Mischur, no último dia 11 de março, quando foi deflagrada a 2ª fase da “Operação Sodoma”. Na ocasião o dono da empresa Consignum teve mandado de prisão e busca e apreensão contra si. “Esse dinheiro não está no inquérito. É muito dinheiro para não estar no inquérito. Nem perguntaram para esse colaborador o que ele ia fazer com esse R$ 1 milhão em dinheiro vivo na casa dele”, destacou.

DELAÇÕES E PERSEGUIÇÃO

O ex-governador condenou o fato das prisões decretadas nas operações terem como fundamentação apenas as colaborações e delações de supostos envolvidos nos esquemas. “Ele (Willians) mente ao falar que deu dinheiro para mim, sendo que nem me conhece e nunca esteve comigo”, assinalou.

O ex-chefe do executivo estadual ainda se disse vítima de uma perseguição por parte das autoridades. “Vocês estão acompanhando. Vocês viram na Sodoma. Eu acompanhei todos os interrogatórios. Os delatores e as testemunhas foram muito claros quem pegou os dinheiros e para onde foram. E aí eu sou apontado como chefe de quadrilha”, destacou.

Outro ponto levantado pelo governador, é o julgamento do habeas corpus referente a prisão decretada na “Operação Seven”. O Tribunal de Justiça retoma a apreciação do HC, que se deferido representaria a liberdade de Silval após mais de seis meses de prisão. “Achei muito, mas muito estranho. Tinha a possibilidade de ir embora hoje, pois tenho parecer favorável do relator. Achei muito estranho essa prisão sem ser ouvido. O normal é durante a denúncia ouvir as pessoas. Mas estão primeiro prendendo para depois ouvir”, disparou.

 

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