ESQUEMA NA GESTÃO SILVAL

Com delação firmada, ex-secretário revela arrecadação de R$ 16 milhões em propina

No acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Estadual (MPE), o ex-secretário de Estado de Administração, César Roberto Zílio, confirmou a existência de um esquema de propina liderado pelo grupo político do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

O ex-secretário revelou que, por 2 anos e 8 meses, foi responsável por recolher a propina junto a um empresário, dono de uma empresa totalizando cerca de R$ 16 milhões.

A empresa pagava propina para manter contratos com o governo do Estado e o valor variava de R$ 500 mil a R$ 700 mil mensais.

O dinheiro levantando ilegalmente correspondeu a aproximadamente R$ 16 milhões.

A suspeita dos delegados da Polícia Civil e dos promotores de justiça é de que o dinheiro tenha servido para financiar caixa 2 de campanha eleitoral e favorecer o enriquecimento ilícito de agentes políticos, o que pode culminar em novas operações policiais para colheita de provas, como documentos que possam subsidiar denúncias criminais.

No documento entregue aos promotores de justiça, Zílio citou que o ex-deputado estadual e prefeito cassado de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), o procurou e solicitou para efetuar pagamentos a dois empresários, ambos de sua confiança.

Conforme Cesar Zílio, o peemedebista lhe assegurou uma parte do dinheiro desde que viesse a atender ao seu pedido. Como aceitou a proposta, Zílio disse que recebeu algo em torno de R$ 1 milhão.

Em seu depoimento, César Zílio contou que participou do esquema a partir de janeiro de 2011, quando começou a vigorar o segundo mandato do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

A partir daí, descobriu que a propina era paga desde a gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR), atual senador da República.

“O ex-secretário Geraldo de Vito tinha sido secretário do Governo Blairo Maggi até o ano de 2009 e recebia estes valores”.

Zílio detalhou que, dos R$ 16 milhões arrecadados ilegalmente, ficou com cerca de 40% do valor, ou pouco mais de R$ 6 milhões.

O resto era repassado, em espécie ou cheques, diretamente para o ex-governador Silval Barbosa.

Assim como o empresário, o ex-secretário confirmou que Pedro Elias Domingos foi o substituto no recebimento da propina.

Pedro Elias foi preso na terceira fase da Operação sob alegação de participar do esquema.

“Desta forma, em setembro de 2013, o Pedro Elias assumiu a gestão do contrato (recebimento de propina) e passou a fazer os pagamentos ao governador Silval Barbosa”, relatou Zílio. Com Diário de Cuiabá

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