OPERAÇÃO SODOMA

Delegado acusado de ‘vazar’ informações para Nadaf é exonerado por Taques

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Anderson Aparecido dos Anjos Garcia, foi exonerado pelo governador Pedro Taques (PSDB) do cargo  em comissão de Direção Geral e Assessoramento, Nível DGA-5, de Diretor Adjunto da Academia da Polícia Judiciária Civil, nesta terça-feira (29). A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado, que circula nesta quarta-feira (30).

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Anderson Garcia, que já foi diretor-geral da PJC, ganhou a mídia em fevereiro deste ano após uma investigação feita pela Delegacia Fazendária descobrir que o delegado supostamente manteve conversas com o ex-secretário da Casa Civil na gestão Silval Barbosa (PMDB), Pedro Nadaf.

Garcia é suspeito de ‘vazar’ informações da Operação Sodoma para Nadaf, antes dele ser preso pela Delegacia Fazendária, no dia 15 de setembro do ano passado.

A descoberta foi feita por meio de uma perícia técnica em aparelhos celulares apreendidos durante a investigação da“Operação Sodoma”.

Anderson Garcia afirmou que deve ter ocorrido uma má interpretação e que o relacionamento dele com o ex-secretário Pedro Nadaf era estritamente profissional. A entrevista foi dada ao site G1/MT.

A Corregedoria da Polícia Civil apura a conduta do delegado.

Nadaf foi preso sob suspeita de ter recebido propina para concessão de incentivos fiscais no Estado.

Além dele, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, também são acusados do mesmo crime.

Os três se encontram presos no Centro de Custódia de Cuiabá desde setembro do ano passado.

Segundo Anderson Garcia, o único contato que teve com Nadaf depois que deixou a função de diretor-geral da Polícia Civil ocorreu em agosto do ano passado.

“Depois que deixei o cargo, ele me procurou umas três vezes para tirar dúvidas sobre uma arma para um sítio. Não me lembro se era para ele ou para um amigo. Expliquei para ele que isso era feito pela Polícia Federal e não mais pela Polícia Civil”, afirmou ao G1/MT.

Ele estava respondendo a três apontamentos na prestação de contas do Tribunal de Contas do Estado (TCE), do período em que era gestor e, para tirar dúvidas sobre essa questão, ele disse ter procurado o ex-secretário no ano passado. “Não tem nada a ver com a Operação Sodoma”, alegou.

Ele disse ter 28 anos de serviço e que, nesse período, não houve nada que pudesse denegrir a sua imagem.

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