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Brasil profundo

Na última quarta-feira, participei da reunião de fundação do Lide-Grupo de Líderes Empresariais, em Mato Grosso comandado pelo jovem empresário Pedro Neves.

Empresários expressivos de Mato Grosso.

Na fundação, uma mesa redonda nos moldes do LIDE nacional, sediado em São Paulo, com breves pronunciamentos públicos e empresariais de pessoas qualificadas como o ex-ministro Luis Fernando Furlan, professor Marcos Troyjo, cientista político Fernando Schuller, professor Adriano Pires, sob a coordenação do jornalista Augusto Nunes, âncora do programa “Roda Viva”, na Tv Cultura. Também participou o governador Pedro Taques.

Muito embora o objetivo principal sejam discussões empresariais estratégicas, houve avaliações políticas sobre o momento brasileiro atual e as perspectivas de curto, médio e longo prazos. Destaco algumas colocações relevantes citadas pelos palestrantes.

O prof. Marcos Troyjo admite que a palavra do momento no país é mesmo “crise”, ainda que ela represente riscos e oportunidades.

Nesse ponto, ele citou o Brasil profundo, que é o Brasil onde a crise não devastou a economia, a gestão pública e nem as instituições.

Para ele, Mato Grosso é o que melhor representa esse Brasil profundo, dentro do espírito de transformação em andamento na gestão estadual.

É a nova linguagem na crise, disse ele. Troyjo definiu bem a crise quando disse: “crise é tudo que era velho e ainda não morreu e o novo ainda não nasceu”.

Considera que a década atual só não está perdida porque estamos aprendendo com ela.

É dele, ainda, a afirmação de que Mato Grosso precisa transformar sua imensa capacidade comparativa em capacidade competitiva, a exemplo do que fizeram a Califórnia e a Coréia do Sul.

O mesmo disse o ex-ministro Luis Fernando Furlan, para quem Mato Grosso navega na direção da vertente pós-crise.

Adriano Pires focou na logística e na terrível dependência dos estados em relação ao governo federal. Mesmo produzindo com logística rodoviária e pagando o diesel mais caro do mundo, 60% mais do que na Califórnia, ainda é competitivo numa proporção muito inferior à capacidade.

Fernando Schuller defende na crise a inovação política e institucional.

Encerro o artigo de hoje, prometendo encerrá-lo amanhã, com a leitura de que o “Brasil Profundo”, bem representando por Mato Grosso abre para o governador Pedro Taques a inovação política e institucional do estado através da transformação, assim como o espaço que lhe abre no leque político nacional.

Até amanhã.

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

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