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MONITORADO ELETRONICAMENTE

Ex-presidente da AL, José Riva volta ao Fórum para colocar tornozeleiras

Divulgação

Após ser solto na última sexta-feira (8), o ex-deputado José Riva voltou ao Fórum de Cuiabá, hoje (11), para a colocação da tornozeleira eletrônica.

A decisão de colocar o monitoramento no ex-presidente da Assembleia Legislativa é da juíza Renata do Carmo Evaristo, que assinou o alvará de soltura do ex-parlamentar.

A liberdade foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Riva estava preso desde o dia 13 de outubro de 2015 no Centro de Custódia da Capital, por conta da deflagração da Operação Célula-Mãe, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Ele é acusado de comandar um suposto esquema que teria desviado cerca de R$ 1,7 milhão da Assembleia, por meio de despesas fictícias para justificar os gastos com as “verbas de suprimentos”, que eram recebidas em seu gabinete.

Além de Riva, também foram presos os servidores Maria Helena Caramelo (solta no início deste mês), Geraldo Lauro e Manoel Marques, todos ligados ao ex-deputado.

Pelos mesmos fatos, outros 19 investigados respondem a uma ação penal em separado, uma vez que o processo foi desmembrado pela juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital.

A operação

Segundo as investigações, José Riva comandaria o suposto esquema e os servidores seriam os responsáveis por receber o dinheiro das verbas de suprimentos, montar as fraudes, coagir servidores e “blindar” o ex-deputado.

Conforme o Gaeco, Riva se utilizava de parte do dinheiro para a manutenção de “mensalinho” para políticos e lideranças do interior do Estado.

Além disso, as investigações concluíram que os recursos bancariam uma série de “mimos”, que seriam distribuídos a “inúmeras pessoas físicas e jurídicas, tanto da Capital, como do interior de Mato Grosso”.

Entre os itens citados pelo Gaeco, estão a distribuição de uísques, o pagamento de festas de formaturas (inclusive, de faculdades particulares), jantares, serviços de massagistas, entre outros.

O promotor de Justiça Marco Aurélio de Castro também constatou que o ex-deputado se utilizava dos recursos desviados para abastecer suas aeronaves particulares e custear despesas com honorários advocatícios.

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