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'ATITUDE DESLEAL'

Advogado renuncia defesa de ex-funcionário que agrediu criança em padaria de luxo em Cuiabá

Divulgação

Governo do Estado convoca mais 1.340 candidatos do concurso. Foto: Divulgação

O advogado Marco Antônio Dias Filho, que até então defendia o ex-funcionário de uma padaria de luxo de Cuiabá, em nota à imprensa, renunciou à defesa do acusado.

Segundo o defensor, o ex-funcionário, que é acusado de desferir dois socos no rosto de uma criança na sexta-feira (8) passada,  o fez induzir ao erro ao colocar na mídia que o acusado não teria agredido a criança, e sim que ela teria tropeçado.

Mas diante das informações das imagens das câmeras de segurança que apontaram para a agressão, Marco Antônio Dias Filho desistiu de fazer a defesa do ex-funcionário.

O caso ganhou repercussão na imprensa e provocou revolta nas mídias sociais.

Leia mais aqui.

Confira a nota do advogado Marco Antônio Dias Filho:

“Como criminalista trabalho com fatos. Com versões. Até eu ser procurado, havia uma única versão conhecida por todos, aquela dada pelo boletim de ocorrência, mas não era suficiente. Precisávamos ouvir o outro lado da história, não é?

José me procurou e negou completamente a versão dada no boletim de ocorrências, narrando uma versão completamente distinta dos fatos. O que fiz foi apenas reproduzi-la aos veículos de imprensa. Em momento algum criei uma versão da história, até porque sequer me encontrava no local dos fatos.

Sou criminalista e vivo para defender o direito constitucional à defesa de meus clientes. Contudo, se a versão por ele relatada não condiz com a realidade, é um prejuízo que ele próprio assumiu. 

Ao entrevistar José, foram explicadas todas as possíveis consequências  daquela declaração e o mesmo, aos prantos, me afirmou não ter agredido aqueles menores. 

Indaguei diversas vezes ao rapaz que manteve sua versão de que não teria agredido aquela criança. Porque não acreditaria ? Este é o meu trabalho. De constituir a defesa. 

Ao contrário do que muitos pensam, não sou advogado da padaria e o caso não se trata de uma disputa de classes sociais já que José é tão humilde quanto o menor agredido. 

Era seu primeiro emprego com carteira assinada. 

O inquérito policial, por envolver menores, deveria estar tramitando em segredo de justiça tendo em vista que os maiores prejudicados com tamanha exposição são os próprios menores. Já pararam para pensar que José (o segurança) e o proprietário da padaria sequer tiveram suas imagens divulgadas pela imprensa? 

No que tange as filmagens, como o próprio chefe de operações disse, as imagens estão com a perícia e a defesa sequer teve acesso a elas, motivo pelo qual se torna impossível fazer algum tipo de declaração sobre elas.  

Mas após tomar ciência de que as câmeras de segurança fornecidas pela padaria realmente demonstram que as agressões ocorreram, imediatamente RENUNCIEI ao caso, não por covardia, ou pelo clamor social, mas pela atitude desleal de meu cliente que me induziu a erro. 

Gostaria de esclarecer a população que minha profissão exige que eu acredite fielmente em meus clientes, caso contrário não haveria o porque de me contratarem. A relação cliente x advogado é uma relação pautada pela confiança e a partir do momento em que ela é quebrada, já não há porque continuar atuando na defesa do rapaz que passa a ser acompanhado por outro colega.”

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