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Mulher na política e esporte

Foi sancionada no dia 18 corrente pelo Executivo, a Lei nº 13.27216, instituindo que o ano de 2016 é o “Ano do Empoderamento da Mulher na Política e no Esporte”.

Esses são espaços conhecidos como masculinos, e que poucas mulheres possuem acesso com as mesmas oportunidades.

O projeto de lei foi apresentado, já que estamos em ano político, e as olimpíadas acontecerão no Brasil.

O quadro político da mulher ainda é de sub-representação, necessitando de reflexão, para adequar à nossa realidade.

O pensamento de política inclusiva deve levar em conta ações afirmativas, com regras mais eficientes, que garanta sucesso nas candidaturas das mulheres.

Os legisladores devem repensar, outrossim, em sanções capazes de frear a desigualdade de gênero no âmbito político.

Regras eficazes são aquelas em que a sociedade vislumbra que o descumprimento gera punição.

Somos 51,3% da população, segundo o IBGE. E, 52% do eleitorado, conforme informou o TSE no ano de 2014, ano eleitoral.

Dados também mostram que estamos estudando mais do que o sexo oposto, presentes em maior número nas universidades do país.

Além do que, ocupamos 41,9% dos postos de trabalho. Através da mulher atual, 38% das famílias brasileiras são mantidas, apesar de ainda receber renda inferior aos homens.

No ano de 2014 foi apontado que em 188 países pesquisados, somos 158º lugar na presença do parlamento.

Analisando o mapa exibido, ficamos atrás de países considerados extremamente machistas, tais como: Sudão, Vietnã e África do Sul.

Algumas ações são imperiosas para eliminar preconceitos e diferença de um gênero sobre o outro.

É premente que as mulheres passem a receber o mesmo tratamento masculino perante os partidos políticos.

É importante, ademais, que o gênero feminino reconheça o seu papel na construção social, não aceitando servir de escada para homens com candidaturas laranjas.

No quesito esporte, a despeito de as mulheres já estarem presentes em várias modalidades, a diferença parte desde o tratamento com incentivos, ao percebimento remuneratório para atuar em mesma categoria esportiva.

Como em todo lugar, para se alçar voos esportivos, a história nos mostra a série de embates do gênero feminino para estar presente.

Os jogos olímpicos da Antiguidade eram destinados apenas aos homens, e as mulheres sequer podiam assistir.

O regulamento já as vedava no primeiro item. Na Grécia havia sanção de morte caso as mulheres casadas viessem a assistir os jogos.

As mulheres participavam apenas como adereço, servindo de dançarinas ou acrobatas para animação.

A partir do Renascimento, sobreveio a participação feminina em algumas práticas esportivas.

A ginástica foi a modalidade que as trouxe para o esporte, tendo em vista que os homens entendiam que havia uma preparação para o parto com o exercício.

Entretanto, foi apenas em 1900 que o sexo feminino teve participação efetiva em competições esportivas.

Onze mulheres se deslocaram até a França para participar dos I Jogos Olímpicos da Era Moderna”.

Importante relembrar aqui em Mato Grosso as irmãs Jorilda e Nadir Sabino, destaques no atletismo.

Jorilda, que ficou conhecida no eixo Rio-São Paulo como “Cinderela Negra”, já que corria descalça, alcançou a medalha de prata na São Silvestre em determinada ocasião. E Nadir foi campeã por diversas vezes da “Corrida de Reis”.

Hodiernamente, o gênero, seja qual for, deve estar presente paritariamente em todos os lugares.

Democraticamente, para que a visão republicana possa prevalecer, a igualdade material é imperativo para o mundo melhor.

ROSANA LEITE ANTUNES DE BARROS é defensora pública estadual, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso.

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Um comentário em “Mulher na política e esporte”

  1. Bartira Souza disse:

    parabens pelo texto

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