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LIVRE, LEVE E SOLTO

De tornozeleira eletrônica, ex-procurador de MT volta a morar em praia do RJ

Divulgação

O ex-procurador do Estado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, que é réu das operações Sodoma e Seven, recebeu autorização da Justiça para voltar a morar em seu apartamento, no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.

A permissão foi concedida pela juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, no último dia 22. O ex-procurador será monitorado por tornozeleira eletrônica.

Chico Lima havia sido preso em fevereiro pela suspeita de ser “o conselheiro” de um suposto esquema que teria desviado R$ 7 milhões dos cofres do Estado, investigado na Operação Seven.

O alegado esquema teria sido concretizado por meio da compra de uma área rural de 727 hectares na região do Lago de Manso, que já pertenceria ao Poder Público, e adquirida novamente do médico Filinto Correa da Costa – cunhado de Chico Lima -, com superfaturamento de R$ 4 milhões.

A soltura de Chico Lima, que estava recolhido no Centro de Custódia da Capital, foi concedida pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no dia 20 de abril.

Além do uso de tornozeleira, a juíza impôs outras medidas cautelares a Chico Lima.

São elas: comparecimento a cada 30 dias em Juízo para informar e justificar suas atividades; proibição de manter contato com quaisquer dos corréus e com quaisquer das testemunhas arroladas no processo; proibição de acesso e comparecimento a qualquer órgão público estadual de Mato Grosso; comunicar previamente ao juízo quanto a eventual necessidade de se ausentar do Estado do Rio de Janeiro; proibição de ausentar-se do país sem autorização do Juízo; e recolhimento domiciliar no período noturno quando não estiver exercendo as atividades profissionais.

A defesa informou à juíza Selma Arruda que Chico Lima, que se aposentou da função de procurador de Estado, em dezembro de 2014, irá trabalhar no Rio de Janeiro como “motorista de transporte especial e de turismo receptivo”.

Com as cautelares, Chico Lima ficará impedido de voltar ao Canadá, país em que estava morando com sua família, para fazer um curso de idiomas, antes de ter que voltar ao Brasil, em setembro de 2015, após ser denunciado na Operação Sodoma.

Na Sodoma, ele é acusado de ter “lavado” cerca de R$ 500 mil em alegado esquema que consistiriaa na exigência de propina para a concessão de benefícios fiscais ao empresário João Batista Rosa. Com Midianews

Foto: O Documento

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