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DISPUTA POLÊMICA

Candidato à presidência da AL, Pinheiro pede imparcialidade do Governo

O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB) não acredita em uma eventual interferência do governador Pedro Taques (PSDB) na eleição que irá escolher o próximo presidente da Assembleia Legislativa, em setembro deste ano.

Pinheiro, que é um dos candidatos à sucessão de Guilherme Maluf (PSDB), ainda sugeriu que Taques deve se ater unicamente às questões do Executivo.

“Espero que ele mantenha a neutralidade, a imparcialidade e cuide das causas do Executivo. Muitas delas precisam ser mais bem cuidadas. E deixe que, no Legislativo, a gente sabe resolver os nossos problemas internos”, disse.

“Sei que o governador não vai manchar uma biografia de respeito à democracia, de respeito à independência e harmonia entre os poderes. Sei que ele é zeloso e, se tem um patrimônio que ele demonstra zelar, é pelo seu nome e pela sua biografia”, completou o deputado.

Pinheiro ainda classificou sua chapa como “a chapa da boa causa”, e afirmou que buscará, justamente, a independência entre os Poderes, além do fortalecimento do Legislativo.

Sem fazer críticas à atual gestão, Pinheiro afirmou que a Casa não pode ser submissa ao Poder Executivo.

“Existem duas formas de você ganhar uma Mesa: com uma causa e com o apoio do Governo – o que nem sempre é bom para a independência do Poder Legislativo. A nossa chapa é a chapa da boa causa, do fortalecimento do Poder, da independência do Poder para o resgaste, fortalecimento e a credibilidade do parlamentar”, afirmou.

“Não se trata de ser contra ou a favor do Governo. A nossa chapa, o nosso grupo tem todas as tendências, mas é um grupo que entende que pode ser Governo e estar aliado a chapa que representa o Poder Legislativo sem nenhuma submissão ao Governo”, disse ele ao afirmar que sua candidatura conta com o apoio de dez deputados.

Retrocesso

O deputado ainda voltou a criticar o presidente Guilherme Maluf, que disputará à reeleição.

Ele lembrou que o atual presidente conseguiu se eleger com apoio de 23 parlamentares, em fevereiro de 2015, com o discurso de alternância de poder.

“Fica deselegante eu julgar a decisão de um colega, que é legítima do ponto de vista legal. Mas, do ponto de vista institucional eu posso falar: acredito que a candidatura é um retrocesso”, disse.

“Guilherme Maluf colocar seu nome na disputa à reeleição é um retrocesso em virtude da alternância do Poder. Se existe um sentimento, um adjetivo que representa melhor o Poder Legislativo, é a alternância do poder e essa Casa deveria ser a primeira a exercitá-la. Então, acredito que ele fere de morte esse princípio, e com isso, causa um constrangimento e tenciona o clima na Casa na sucessão da Mesa”, concluiu.

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