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EFEITO RÊMORA

Pedro Taques diz que não vai romper contratos com empresas alvo do Gaeco

Lenine Martins

Órgãos da prefeitura e governo voltam ao expediente na terça-feira (8). Serviços essenciais como saúde e segurança funcionam normalmente. Foto: Lenine Martins

Pedro Taques (PSDB) disse, em entrevista coletiva no Palácio Paiaguás, na tarde desta quarta-feira (4), que o Estado não irá suspender, de forma imediata, todos os 23 contratos de reformas de escolas estaduais que foram alvo da Operação Rêmora, deflagrada pelo Gaeco, na última terça-feira (3), que apontou indícios de crime, onde todas as obras juntas somam em torno de R$ 56 milhões.

Os servidores envolvidos no suposto esquema foram demitidos pelo Governo. Já o secretário de Educação, Permínio Pinto (PSDB), pediu para deixar o cargo, já que, segundo ele, a medida é para dar transparência nas investigações.

O governador considera que os fatos apurados pelo Gaeco são graves e a gestão busca saber exatamente o que aconteceu, através dos autos do processo.

“Este fato é lamentável de todos os pontos de vista. Não há tolerância com corrupção, não há desculpas para a corrupção. Eu tenho 22 anos de vida profissional que eu só combato a corrupção. A corrupção é inaceitável”, destacou Taques.

Para o governador, o momento é de aprimorar ainda mais os mecanismos de controle dos contratos no Governo do Estado para que casos como os apurados pela Operação Rêmora sejam detectados antes de sua efetivação.

De acordo com Taques, as 86 obras de construção e reforma de escolas contratadas com as empresas citadas na operação não sofrerão prejuízos.

A Seduc tem cerca de 80 obras em andamento, não necessariamente com as empresas citadas na operação. As obras e reformas não sofrerão prejuízo no prazo de entrega.

“Vamos ver contrato a contrato para saber como isso se deu. Avaliaremos o resultado daquilo que a equipe do José Arlindo trouxer também. Ao sabermos tudo o que aconteceu, vamos tomar todas as medidas para que o andamento das obras não seja prejudicado”, afirmou o governador.

Taques informou ainda que as demais secretarias estaduais também irão reforçar os mecanismos de controle contra a corrupção.

Por último, o governador Pedro Taques reafirmou o respeito que deve à grande maioria dos servidores de Mato Grosso.

“São 97 mil servidores em Mato Grosso. E 39 mil deste total são professores. A esmagadora maioria dos servidores é formada de pessoas honestas e que pensam num futuro melhor para nosso Estado. É por eles que não haverá tolerância para a corrupção, seja de um real ou de milhões de reais”. Com Assessoria

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