SODOMA 2 E 3

Silval, o filho, Nadaf, Cursi e mais 12 viram réus em duas operações da Defaz

A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda, acolheu no dia 19 de abril denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) relacionadas à segunda e terceira fases da operação Sodoma, da Polícia Civil.

Passam a ser formalmente réus e responder a ação penal 17 acusados.

Na relação está o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e seu filho, o médico e empresário Rodrigo Barbosa, o ex-chefe de Gabinete do peemedebista, Silvio César Correa de Araújo, e os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf (Casa Civil), Marcel de Cursi (Fazenda) e José Nunes Cordeiro (adjunto de Administração), Cézar Zílio e Pedro Elias Domingos, ambos ex-secretários de Administração.

Também são réus o ex-deputado estadual José Riva (sem partido) e o prefeito cassado de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), dois empresários, o procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, a ex-funcionária da Fecomércio (Federação do Comércio), Karla Cecília Cintra, um servidor público e um bacharel em direito.

Todos irão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, concussão, extorsão, tentativa de fraude a licitação, corrupção ativa e passiva, fraude processual e organização criminosa.

Outra decisão da magistrada, ao acatar a denúncia, foi homologar a colaboração do arquiteto José da Costa Marques, que não foi denunciado.

Ele foi o responsável por revelar às autoridades que o terreno de R$ 13 milhões foi adquirido pelo ex-secretário César Zílio com recursos de propina pagas por empresários que firmavam contrato com o governo do Estado.

A juíza também cobra do Ministério Público os termos de colaboração premiada do empresário Willians Paulo Mischur, de Pedro Elias Domingos e de César Zílio. “Intime-se o Ministério Público a trazer a juízo os acordos respectivos no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de indeferimento”, determina.

A segunda e terceira fases da “operação Sodoma” identificou a compra de um terreno de R$ 13 milhões na avenida Beira-Rio, em Cuiabá.

De acordo com as investigações da Delegacia Fazendária, a área foi adquirida por César Zílio com recursos de propina paga por empresários, entre eles Willians Mischur, preso na 2ª fase da Operação.

Mischur firmou termo de colaboração com o Ministério Público, e revelou que pagava R$ 500 mil de propina ao grupo político que comandava o Estado para manter o contrato da empresa Consignum para gerenciar empréstimos realizados por servidores públicos.

Ele citou que discutiu a propina com o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e que repassava os valores para Zílio e, posteriormente, Pedro Elias Domingos.

Na terceira fase, a Delegacia Fazendária prendeu Pedro Elias e cumpriu novo mandado contra Silval.

O ex-secretário de Administração também firmou acordo de delação e revelou que o filho do ex-governador, médico Rodrigo Barbosa, também recebia propina de empresários que firmavam contratos com o Governo. Rodrigo foi preso na quarta fase da Operação. Com Diário de Cuiabá

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