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EXONERADO DO CARGO DE COMISSÃO

Taques diz que servidor alvo da Operação Rêmora já era investigado pelo Estado

Divulgação

O governador Pedro Taques (PSDB) disse, em coletiva à imprensa, nesta quarta-feira (4), que o servidor de carreira, Wander Luiz dos Reis, alvo da Operação Rêmora deflagrada pelo Gaeco, já tinha sido exonerado do cargo de comissão, em novembro do ano passado, e que era investigado por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Segundo Taques, Wander Luiz ainda continua recebendo salário do Estado porque é servidor de carreira.

De acordo com o governador, outros dois servidores envolvidos na Operação foram exonerados, já que não eram efetivos.

Até o dia desta quarta-feira, Wander não havia sido localizado e é considerado pelo Gaeco como foragido.

O advogado que patrocina a defesa do servidor, Schinaider Gomide, é que o servidor está em férias, por isso, não foi localizado.

OPERAÇÃO DO GAECO

A organização criminosa, conforme o Gaeco, é composta por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários.

O núcleo de operações, após receber informações privilegiadas das licitações públicas para construções e reformas de escolas públicas estaduais, organizou reuniões para prejudicar a livre concorrência das licitações, distribuindo as respectivas obras para 23 empresas, que integram o núcleo de empresários.

Por sua vez, o núcleo dos agentes públicos era responsável por repassar as informações privilegiadas das obras que iriam ocorrer e também garantir que as fraudes nos processos licitatórios fossem exitosas, além de terem acesso e controlar os recebimentos dos empreiteiros para garantir o pagamento da propina.

Já o núcleo de empresários, que se originou da evolução de um cartel formado pelas empresas do ramo da construção civil, se caracterizava pela organização e coesão de seus membros, que realmente logravam, com isso, evitar integralmente a competição entre as empresas, de forma que todas pudessem ser beneficiadas pelo acordo.

As fraudes no caráter competitivo dos processos licitatórios começaram a ocorrer em outubro de 2015 e dizem respeito a, pelo menos, 26 obras de construção e/ou reforma de escolas públicas em diversas cidades do Estado de Mato Grosso, cujo valor total ultrapassa o montante de 56 milhões de reais.

Segundo o Gaeco, está comprovado que após o pagamento por parte da Seduc aos empreiteiros o valor de (inicialmente 5% e posteriormente de 3%) era devolvido a parte da organização criminosa através do arrecadador da propina Giovani Belatto Guizardi. Com Assessoria

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