https://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2015/11/CAB.jpg

SOB INTERVENÇÃO

Jornal revela que diretores da Cab Cuiabá receberam mais de R$ 1 milhão

DIÁRIO DE CUIABÁ - ORLANDO MORAIS JR.
redacao@matogrossomais.com.br

Os dois principais diretores da CAB Cuiabá, concessionária de água e esgoto sob intervenção da prefeitura da Capital, receberam, juntos, mais de R$ 1 milhão no último mês de março.

O diretor regional da CAB, Antônio Carlos Dallalana, recebeu R$ 764,1 mil entre pro labore, prêmios e adicionais, em uma época em que a empresa estava em vias de ser leiloada e que o Grupo Queiróz Galvão, dono da CAB Ambiental, já estava em recuperação judicial.

O holerite de Dallalana, bem como o do diretor administrativo-financeiro da CAB Cuiabá, Luís Afonso Migliani Bazzo, fazem parte da auditoria promovida pela Prefeitura de Cuiabá na empresa e que culminou na intervenção da concessionária de água e esgoto da capital.

O DIÁRIO teve acesso aos holerites. Em março, Migliani recebeu R$ 283,2 mil entre pro labore, prêmios e adicionais.

Ao anunciar a intervenção por 180 na empresa, no último dia 2, o prefeito Mauro Mendes (PSB) disse que a auditoria havia identificado “gastos abusivos” na empresa – e os altos salários seriam um deles.

É comum, na iniciativa privada, diretores do alto escalão de grandes empresas receberem altos salários. Não há lei que fixe um teto para os ganhos, como acontece no serviço público.

Dallalana, que entrou na CAB em 1º de março de 2013, tinha, até a intervenção, um salário de R$ 69,7 mil. Migliani, por sua vez, ganhava R$ 30,7 mil.

O que causou estranheza nos auditores, porém, foram os pro labores adicionais, de ambos. Dallalana recebeu R$ 694,4 mil em março; Migliani, R$ 252,4 mil.

Segundo a Procuradoria Geral do Município de Cuiabá, a auditoria feita por uma comissão especial apontou 11 inconformidades ou indícios de irregularidades cometidas pela concessionária.

No decreto em que determinou a intervenção, Mauro Mendes determinou o afastamento dos diretores da CAB – e a suspensão de seus contratos de trabalho –, mas manteve os empregos dos demais 700 funcionários.

Como interventor foi nomeado o então secretário municipal de Obras Públicas, Marcelo de Oliveira. Ele terá que apresentar em 30 dias um plano emergencial com ações e investimentos.

OUTRO LADO – Procurada, a assessoria de imprensa da CAB afirmou que a empresa iria se posicionar sobre os pagamentos aos diretores, mas não o fez até o fechamento desta edição.

Uma semana antes de sofrer intervenção, o próprio diretor Carlos Dallalana anunciou que a CAB Cuiabá investiria R$ 58 milhões em obras de saneamento básico.

Disse também que a empresa já havia investido mais de R$ 500 milhões desde o início da concessão, em fevereiro de 2012.

Com a intervenção, a CAB Cuiabá anunciou que os novos investimentos estariam automaticamente cancelados.

A empresa afirma que a intervenção feita pela Prefeitura de Cuiabá é “absolutamente política”.

Veja Mais

2 comentários em “Jornal revela que diretores da Cab Cuiabá receberam mais de R$ 1 milhão”

  1. João Coqueiro disse:

    A empresa é privada e remunera seus funcionário como quiser, dá uma olhada nos rendimentos de nossos “competentes” vereadores da Casa dos Horrores, recebem entre salários e outras verbas, valores maiores, e é ai que a coisa está errada pois quem paga é o povo, dinheiro público, tem vereador com processo por fraude (roubo) de água que votou pela intervenção, será que o processo vai sumir com a Intervenção da Prefeitura? O cabide de empregos voltou? O interventor chegou cheio de lero lero e sua brutal forma de tratar as pessoas, mas não mencionou nada de sua Administração anterior na Sanecap, a imprensa esqueceu de como era o saneamento quando ainda era administrado pela Prefeitura?? Na verdade o codinome do interventor diz muito sobre ele, gosta de enrolar a massa…

    1. Raimundo Henrique disse:

      Será que se o Senhor Carlos Dallalana tivesse uma empresa privada PAGARIA ESSE SÁLARIO E PREMIOS para algum funcionário?

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *