REPOSIÇÃO DE 11,27%

Com críticas ao Governo, Fórum Sindical debate RGA nesta terça com servidores

O Fórum Sindical do Estado de Mato Grosso realiza nesta terça-feira (10), às 14h, uma Assembleia Unificado entre os sindicatos dos servidores na Praça das Bandeiras, em Cuiabá, para decidir o que fazer com a negativa do governador Pedro Taques (PSDB) em rejeitar a reposição por meio do RGA, de 11,27% prevista em lei.

Em um vídeo que circula nas mídias sociais, o Fórum faz a convocação dos servidores para a discussão e critica duramente a posição do Estado em não conceder o RGA.

O Fórum repudiou a decisão de Taques ao fazer o anúncio na última sexta-feira (6), de que não daria a reposição.

Segundo o Paiaguás, a medida foi adotada para evitar atraso no salário dos quase 100 mil funcionários públicos.

A informação é do próprio governador Pedro Taques e foi feita ao Fórum Sindical, durante um encontro na sede do Governo Estadual.

A folha deve fechar o ano em mais de R$ 7 bilhões.

Além de Mato Grosso, outros 24 estados não devem pagar o reajuste neste ano.

O pagamento do RGA teria um impacto de R$ 628 milhões na folha salarial deste ano.

Mato Grosso já estourou o limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com salários.

Atualmente, 50,5% da receita do Estado é destinada ao pagamento de servidores, sendo que o limite máximo é de 49% da receita.

Ao fazer o anúncio aos servidores públicos, o governador Pedro Taques destacou que o momento é de união para o enfrentamento da crise.

A concessão do RGA neste mês, conforme frisou Taques, levaria a um caos nas contas públicas e teria impacto direto aos servidores com atraso no pagamento dos salários.

“Nós sabemos e temos consciência da crise econômica que abala o Brasil e Mato Grosso. Estamos diante do desafio de manter a folha de pagamento em dia, são R$ 610 milhões por mês. Se atrasarmos o salário, nós não teremos como segurar a quebradeira que isso acarretará”, pontuou.

O governador pediu compreensão e trabalho em conjunto para superar a crise financeira que atinge todo o país.

“Apesar de ser um direito constitucional, nós não estamos em momento de fazer greve. O momento é de somar forças e caminharmos para vencer este período”, comentou.

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