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CPI DA COPA

Riva alega prejuízo porque MPE e TCE não tinham ‘Know How’ para fiscalizar VLT; ASSISTA

De atestado médico, Riva não comparece em audiência de instrução

O ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (sem partido), disse, em depoimento à CPI das Obras da Copa,  na manhã desta terça-feira (10), que ele fez pressão política para que o Governo do Estado, então comandado por Silval Barbosa (PMDB), escolhesse o VLT em vez do BRT.

Segundo Riva, a Assembleia Legislativa, quando ele era presidente da Casa, já discutia a implantação do modal desde 2008, e que, em nenhum momento, o Poder Legislativo Estadual debateu o assunto BRT.

Ele também disse que tinha interesse em contratar uma empresa para fiscalizar as obras da Copa, mas foi demovido da ideia porque os outros deputados fizeram pressão por causa do custo da contratação.

Com isso, Riva alegou que as obras do VLT não foram bem fiscalizadas porque o MPE e TCE não tinham Know How para isso.

“Era preciso contratar uma empresa especializada. Nós fizemos a licitação, teve uma empresa que ganhou, e teve deputado que falou: ah, mas como é que a sociedade vai ver esse custo, que daria em torno de R$ 4 milhões. Com certeza teria evitado o prejuízo de milhões se tivesse contratado”, comentou.

O ex-presidente da AL também citou que a escolha do VLT não foi feita após viagem feita a Porto, em Portugal.

Uma comitiva do Governo e da Assembleia foi até a cidade portuguesa conhecer o modal que havia acabado de ser implantado.

O ex-parlamentar disse que a comitiva não tinha técnico, e que apenas foram conhecer a viabilidade do trem.

Entre os membros da comitiva estavam o atual presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), o ex-assessor de Chico Daltro (PSD), Rowles Magalhães, o governador Silval Barbosa (PMDB), o secretário de Estado Eder Moraes e o então deputado Sérgio Ricardo.

Riva disse que Silval Barbosa era resistente à implantação do VLT, mas após a viagem, segundo Riva, Silval buscou mais informações sobre o modal com técnicos, e que, a partir daí, o então governador fez a mudança para o Veículo Leve Sobre Trilhos.

O modal já tem um gasto superior a R$ 1 bilhão, mas não chegou a 30 % das obras.

O governo atual entrou na Justiça para saber o que fazer, até o momento, não se sabe o destino do VLT.

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