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OPERAÇÃO RÊMORA

Permínio Pinto diz que deputados estaduais fizeram indicações para Seduc

Divulgação

Em depoimento prestado ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o ex-secretário Permínio Pinto (PSDB), afirmou que a Assembleia Legislativa é responsável em indicar servidores comissionados para cargos estratégicos na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) na gestão do governador Pedro Taques (PSDB).

As nomeações se davam após conversas dos deputados estaduais com o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

“Os deputados estaduais iam até a Casa Civil e procuravam lá o secretário Paulo Taques e indicavam pessoas para assumirem os cargos tanto na Seduc como nas demais secretarias de Estado”’, diz um dos trechos.

Atendendo ao critério de nomeações políticas, foram nomeados para a Superintendência de Infraestrutura Escolar Wander Luiz dos Reis e Moisés Dias, ambos presos na Operação Rêmora pela suspeita de participação em um esquema de cobrança de propina as empreiteiras que executavam obras de reforma e construção de unidades escolares.

“Que Wander e Moisés assumiram cargos na Seduc por indicação da Casa Civil Que apesar de exonerado, Wander solicitou ao declarante que permanecesse na Seduc, pois estaria saindo de férias e que, ao retornar, iria lecionar em alguma escola próxima a sua residência, o que foi aceito”, aponta um dos trechos do documento.

Ainda foi dito que a substituição de Wander Luiz dos Reis na Superintendência de Infraestrutura Escolar por Moisés Dias se deu com base em uma denúncia de uma diretora de escola pública de Várzea Grande mencionando que Wander estaria direcionando algumas empresas para prestarem serviço nas escolas, o que culminou em sua exoneração após a abertura de um procedimento disciplinar.

“Que tanto a indicação de Wander quanto de Moisés foi em decorrência de indicação política, mais especificamente da Assembleia Legislativa, não sabendo apontar o nome do deputado estadual que teria indicado os servidores”, completa.

Embora Permínio Pinto não tenha citado, Moisés Dias afirmou em depoimento que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) foi responsável pela sua indicação. No Diário Oficial do Estado (DOE), que circula nesta quarta-feira (11), foi oficializada a demissão de Moisés Dias do cargo de assessor parlamentar desempenhado no gabinete de Maluf.

No depoimento prestado aos promotores de Justiça Carlos Roberto Zarour e Samuel Frungilo e aos delegados Wylton Massao Ohara e Carlo Américo Marchi, o ex-secretário Permínio Pinto revelou que Fábio Frigeri foi nomeado para a função de assessor especial por sua indicação, mas se sente traído diante dos episódios de corrupção que vieram a tona.

“Que Fábio Frigeri foi uma indicação técnica do próprio declarante e que, diante de todo o ocorrido, o declarante sentiu-se decepcionado e, de certa forma, traído, tanto por ele quanto por Wander e Moisés”, disse.

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