OPERAÇÃO SODOMA

Justiça nega HC e ex-secretário de Silval Barbosa continua preso no Bope

O ex-secretário adjunto de Administração, coronel PM José Nunes Cordeiro, teve o seu pedido de HC negado pelo desembargador Alberto Ferreira de Souza, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Cordeiro foi preso na terceira fase da Operação Sodoma, realizada pela Delegacia Fazendária do Estado.

Enquanto atuou na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), José de Jesus Nunes Cordeiro foi preso pela primeira vez em dezembro de 2014, quando foi deflagrada pela Delegacia Fazendária a operação Edição Extra, que apurou a suspeita de fraudes em licitação na compra de material gráfico.

Após isso, houve mais duas prisões preventivas contra o ex-gestor.

Uma delas é a suspeita de participação em um desvio de R$ 7 milhões dos cofres públicos por atestar ilegalmente a compra de um terreno público que já pertencia ao governo do Estado.

A terceira prisão preventiva se deu pela suspeita de integrar um esquema de cobrança de propina que variava de R$ 500 mil a R$ 700 mil para a empresa Consignum manter contratos com o governo do Estado.

Por conta disso, Cordeiro segue preso.

José Jesus havia sido preso em fevereiro deste ano, durante a Operação Seven, mas foi solto no dia 16 de março.

No dia 22 do mesmo mês ele foi novamente detido em razão da Operação Sodoma e está recolhido no Batalhão de Operação Policiais Especiais (Bope).

Ele é acusado de ser o “braço armado” da suposta organização criminosa liderada pelo ex-governador Silval Barbosa.

A quadrilha, segundo a denúncia, exigia pagamento de propina a empresários para a concessão de incentivos fiscais e para manter as empresas contratadas pelo Estado.

O dinheiro seria posteriormente “lavado” e usado para pagamentos de despesas pessoais, campanhas eleitorais e favores políticos.

Além de ser investigado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), Cordeiro também virou réu após denúncia do MPE.

A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda, acolheu no dia 19 de abril denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) relacionadas à segunda e terceira fases da operação Sodoma, da Polícia Civil.

Passam a ser formalmente réus e responder a ação penal 17 acusados.

Na relação está o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e seu filho, o médico e empresário Rodrigo Barbosa, o ex-chefe de Gabinete do peemedebista, Silvio César Correa de Araújo, e os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf (Casa Civil), Marcel de Cursi (Fazenda) e José Nunes Cordeiro (adjunto de Administração), Cézar Zílio e Pedro Elias Domingos, ambos ex-secretários de Administração.

Também são réus o ex-deputado estadual José Riva (sem partido) e o prefeito cassado de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), dois empresários, o procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, a ex-funcionária da Fecomércio (Federação do Comércio), Karla Cecília Cintra, um servidor público e um bacharel em direito.

Todos irão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, concussão, extorsão, tentativa de fraude a licitação, corrupção ativa e passiva, fraude processual e organização criminosa.

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