AUDIÊNCIA NA JUSTIÇA

Ex-secretário de Silval e delator da Sodoma, Zílio deve depor nesta 2ª-feira

Está previsto para as 17h desta segunda-feira (16), audiência de instrução do ex-secretário de Administração do Estado, César Zílio.

Mas segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a juíza titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda, está de licença médica.

Com isso, não é possível prever se o depoimento vai ocorrer ou não. Até o fechamento desta reportagem não havia essa confirmação.

Segundo reportagem do Gazeta Digital, o advogado de defesa de Zílio, Hendel Rolim, ressaltou que o ex-secretário tem colaborado com a Justiça, mas, que não iria se manifestar quanto aos detalhes desta ‘ajuda’.

Informações extraoficiais de pessoas ligadas ao ex-secretário indicam que Zílio, diante do acordo de delação premiada, vai fornecer caminhos e documentações que podem ajudar a Justiça em mais de 10 inquéritos.

César Zílio está em prisão domiciliar deste o dia 23 de março, após ter decidido colaborar com as investigações da Polícia Civil e revelar detalhes do suposto esquema de corrupção ocorrido durante a gestão Silval Barbosa.

TERCEIRA FASE DE SODOMA

O ex-secretário foi preso em regime preventivo em 11 de março deste ano, durante a 2ª fase da Operação Sodoma.

Segundo a juíza, o suposto esquema liderado pelo então governador Silval Barbosa (PMDB) tinha como alvo empresários que tinham contratos com o Estado.

A prisão preventiva decretada contra Silval e os ex-secretários de sua gestão, César Zílio, Pedro Elias Domingos de Mello e José Nunes Cordeiro, sendo este último Coronel da Polícia Militar,  e o chefe do seu gabinete, Sílvio Correa, mostra que o grupo extorquia os empresários em valores não menores que R$ 500 mil.

De acordo com a investigação, o pagamento de propina era sempre feito para o ex-secretário da Sad, César Zílio.

As evidências do suposto esquema foram descobertas a partir do depoimento do empresário Willians Mischur, dono da Consignum.

Ele tinha contrato com o Estado desde 2008, ainda na gestão do então governador Blairo Maggi (PR), e teria sido procurado por Zílio em 2011, já no mandato de Silval Barbosa.

Segundo consta a denúncia, Zílio teria pedido propina para o empresário afim de custear despesas de campanha de Silval Barbosa, sob pena de ter os contratos com o Estado cancelados.

Após o combinado, o empresário relatou na investigação que cumpriu o acordo de passar para o ex-secretário, mensalmente, R$ 500 mil.

Segundo diz a denúncia, Zílio sempre dizia para o empresário que o dinheiro era repassado para Silval Barbosa.

 

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