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SITUAÇÃO DE RISCO

Casos de microcefalia e lesões chegam a 1.384 no Brasil

Ilustrativa

O Brasil teve 1.384 casos de microcefalia ou lesões no sistema nervoso notificados entre outubro de 2015 e o dia 14 de maio, segundo relatório do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (18).

Apenas o Acre não tem casos de lesões confirmadas, mas 21 bebês estão em investigação. Santa Catarina, que não tinha confirmação, agora tem um caso.

O surto de crianças nascidas com problemas neurológicos está associado à epidemia de zika, vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Os casos registrados estão em 25 Estados e no Distrito Federal. No entanto, a maior parte ainda está concentrada no Nordeste (1.233).

Só Pernambuco reúne 25% dos bebês com problemas de formação no país (354).

O número de novos casos notificados de suspeita microcefalia vem caindo em relação ao início do ano.

Em fevereiro, havia 60% casos novos em comparação a janeiro (5.079 comparados a 3.174). Em março, o crescimento foi de 21%. Em abril, de 12%.

Na primeira semana de maio, foram registradas 532 novas suspeitas em relação a abril (7%). O novo boletim traz 96 novos registros, 1,2% mais do que a semana anterior.

Neste momento, ainda há 3.332 casos de suspeita de lesões em investigação.

59 CRIANÇAS MORRERAM POR MICROCEFALIA

De acordo com a pasta, foram registrados 59 óbitos após o parto ou durante a gestação cuja relação com a microcefalia foi confirmada. Há 177 óbitos em investigação.

Segundo o ministério, 207 casos tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus da zika.

Contudo, a pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

VÍRUS LEVA CÉLULAS DO CÉREBRO À AUTODESTRUIÇÃO

A infecção pelo vírus da zika desencadeia nas células do cérebro humano em formação uma resposta imune que as leva à autodestruição.

A descoberta foi feita por cientistas da Universidade da Califórnia (UC) em San Diego (Estados Unidos) e publicada na semana passada na revista científica Cell.

De acordo com os autores do artigo, a morte das células-tronco cerebrais após a infecção é associada aos casos de microcefalia causados pelo vírus.

Bloquear a resposta imune inata das células-tronco cerebrais pode ser uma alternativa para que elas sobrevivam à infecção, reduzindo a possibilidade de ocorrência da má-formação.

Estudos anteriores com minicérebros infectados por zika ajudaram a estabelecer a conexão entre a infecção viral e a morte das células-tronco neurais.

O grupo liderado pelo brasileiro Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), utilizou os organoides em um estudo publicado em abril, na revista Science, para concluir que o vírus da zika de fato tem capacidade para infectar e matar células cerebrais humanas.

Também em abril, um grupo da universidade americana Johns Hopkins utilizou a técnica para provar que o vírus da zika tem preferência por células-tronco neurais.

Agora, o mais recente estudo juntou mais uma peça ao quebra-cabeças: o papel do sistema imunológico.

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