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AUDITORIA 'IN LOCO'

CPI das Cartas de Crédito visita sede do MPE para obter documentos

Reprodução

A CPI das Cartas de Crédito, que investiga possíveis irregularidades na negociação de cartas de crédito envolvendo membros do Ministério Público Estadual (MPE), deve fazer uma visita in loco na sede do MPE, nesta segunda-feira (23), afim de obter documentos, que segundo a assessoria da CPI, não foram encaminhadas para a equipe de auditoria da Comissão de Investigação Parlamentar.

O motivo da visita ao MPE se deu após oitiva com Douglas Renato Ferreira Graciani, analista de sistema do Ministério Público de Mato Grosso.

Douglas revelou erros sistêmicos e operacionais no sistema de gestão de pessoas do Ministério Público do Estado.

Para Douglas, “mesmo com todos os problemas que o sistema possa apresentar, nada justifica que os documentos referentes às férias fossem escritos a mão e a lápis, e não tenham sido informatizados”.

Para o deputado José Carlos do Pátio (SD), a oitiva trouxe informações muito relevantes para as investigações.

“Estamos buscando entender como foram feitas os pagamentos das férias dos membros do MPE, quais os critérios que foram utilizados para os períodos indenizados e como foram calculados os valores que deram origem as cartas de créditos. Já ouvimos servidores do departamento de Recursos Humanos que fizeram os cálculos dos benefícios e os mesmos alegaram não haver erros. Mas com o depoimento dessa quinta-feira ficou ainda mais evidente a necessidade de uma auditoria in loco para buscar documentos e informações, para que possamos confrontar com tudo que já ouvimos aqui”, afirmou.

“O Douglas levantou pontos importantes, como a questão do controle interno, comprovando com documentações que existiam falhas nos sistemas de gestão de pessoas e alguns que se tornam uma condicionante para que possamos ampliar o objeto da CPI, o que vamos discutir nas próximas reuniões com os demais membros da comissão”, afirmou Max Russi, presidente da comissão.

A CPI do MPE foi criada pelo Ato 057/2015 para investigar as suspeitas sobre as irregularidades na negociação das cartas de crédito que vieram à tona durante a 5ª etapa da Operação Ararath, deflagrada em maio de 2014.

À ocasião, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, onde foram encontrados documentos e planilhas detalhando pagamento de precatórios a promotores e procuradores de Justiça.

Segundo informações contidas nos documentos, 45 promotores teriam sido beneficiados com um valor total superior a R$ 10,3 milhões. A comissão, presidida pelo deputado Max Russi e composta pelos deputados Leonardo Albuquerque (PSD), relator; Wilson Santos (PSDB), Oscar Bezerra (PSB) e Gilmar Fabris (PSD), membros titulares; Sebastião Rezende (PSC), José Carlos do Pátio (SD)  e Mauro Savi (PSB), membros suplentes, teve seus trabalhos prorrogados por mais 180 dias a partir deste mês deverá encerra seus trabalhos em novembro.

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