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CASO ENCERRADO

Tiros que feriram cunhada eram para Ana Hickmann, diz delegado

Divulgação

O delegado de Homicídios Flávio Grossi disse, nesta quarta-feira (25), que os tiros que acertaram Giovana Oliveira, cunhada de Ana Hickmann, durante um atentado em um hotel de Belo Horizonte, no último sábado (21), estavam direcionados para a cabeça da apresentadora.

Um fã armado rendeu o cunhado da apresentadora, Gustavo Correa e ameaçou Ana Hickmann. Ele foi morto durante uma briga com o cunhado.

A cunhada, Giovana Oliveira, ficou internada em um hospital de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte até esta quarta-feira (25), quando foi transferida para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Rodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos, é de Juiz de Fora e se hospedou no hotel onde estavam Ana Hickmann e equipe.

Semanas antes, ele declarou em vários posts em redes sociais que “amava” a apresentadora. Os posts tinham caráter obssessivo.

Rodrigo de Pádua foi enterrado na manhã de segunda-feira (23) no Cemitério Municipal de Juiz de Fora.

Grossi contou que a apresentadora desmaiou depois que Giovana, já baleada, caiu de costas sobre seu braço.

As duas foram socorridas pelo cabeleireiro que atenderia a modelo no sábado, Júlio Figueiredo.

Ele, a cunhada e o irmão de Rodrigo Augusto de Pádua e um segurança do hotel já foram ouvidos.

De acordo com o delegado, em depoimento, Giovana contou que almoçou com o marido, Gustavo, no restaurante do hotel e se lembrava de ter visto Rodrigo os observando, mas não desconfiou dele.

Já no quarto, Giovana contou que o fã falou em “roleta russa”.

“Eu sei que o Rodrigo tinha mais munição do que havia no revólver. Ele se lançou para um fim de morte”, comentou o delegado.

Segundo Grossi, havia cinco balas no revólver calibre 38, usado por ele, e cinco no bolso.

Para o delegado, a razão do atentado é claramente a fixação de Rodrigo pela apresentadora. “Está mais que sedimentada a motivação do crime”, disse Grossi.

O irmão de Rodrigo de Pádua, Helisson de Pádua, disse em depoimento que soube poucos dias antes do atentado sobre a fixação de Rodrigo pela apresentadora.

Ele falou que o irmão era tranquilo, calmo e que trabalhava.

“Eu acredito que ele [Rodrigo] era uma pessoa boa pela fala do irmão”, disse o delegado. O fã era o caçula de cinco irmãos.

Rodrigo foi morto com dois tiros na nuca e um no braço.

O delegado disse que a mecânica dos disparos e da briga condizem com os depoimentos. Durante a luta, Rodrigo e Gustavo caíram e um estava sobre o outro.

“Como o alvo do Rodrigo ainda estava atrás dele é bem plausível o que foi dito”, explicou. A arma está sendo periciada.

O segurança do hotel contou que recebeu a arma, após a briga, das mãos de Gustavo e a guardou em um saco plástico até a chegada da polícia.

Na oitiva, ele disse que o cunhado de Hickmann parecia tenso, choroso e cansado.

O delegado disse que a fase de depoimentos está encerrada. O prazo para conclusão do inquérito é 30 dias.

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