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QUEDA DE BRAÇO SEM FIM

Governo propõe RGA de 6%; Fórum Sindical não aceita e mantém greve

Divulgação

Uma nova proposta do governo do Estado para efetuar o pagamento do RGA (Reajuste Geral Anual) foi rejeitada pelos servidores públicos nesta quinta-feira (2).

O valor proposto no diálogo do secretário de Estado de Gestão, Júlio Modesto, com representantes do Fórum Sindical seria de 6% divididos de forma igualitária com a primeira parcela prevista para setembro e com as demais nos meses de dezembro e março de 2017.

A primeira proposta do Estado foi o pagamento do RGA de 5%. Seriam 2% em setembro deste ano e outros 3% em janeiro do próximo ano, o que também foi prontamente rejeitado.

A categoria considerou uma afronta a proposta e se mantém irredutível em receber o percentual de 11,27%, o que corresponde a totalidade da inflação do ano anterior.

Sem consenso, a greve dos servidores públicos estaduais deflagrada no dia 31 de maio segue sem prazo para ser interrompida.

Somente 30% dos representantes das categorias estão atuando nas repartições públicas. Na Polícia Civil, por exemplo, as delegacias estão registrando somente boletins de ocorrência relacionados aos crimes em flagrante.

Ontem, durante entrevista ao Bom dia Mato Grosso da TVCA (TV Centro América), o governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que o Estado não tem condição financeira alguma de conceder o reajuste de 11,27% pois resultaria em atraso ou parcelamento de futuras folhas de pagamento.

O governador deve acionar a Justiça nas próximas horas solicitando a ilegalidade do movimento.

O servidor público Max Campos, fiscal agropecuário do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária), considera que a equipe econômica do governador Pedro Taques peca em não estudar as diversas sugestões apresentadas com a finalidade de aumentar a arrecadação estadual.

“Apresentamos a taxação das comodities agrícolas e dos agrotóxicos entre outras pautas que injetaria milhões aos cofres públicos. São milhares de servidores públicos que confiaram e depositaram o voto neste governo acreditando que o servidor público do Executivo teriam seus direitos previstos em Lei seriam assegurados. Nenhum servidor deseja uma greve o que se pleiteia é apenas o cumprimento de seu direito”, disse.

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