SISTEMA EM COLAPSO

12 mil detentos em Mato Grosso estão sem visita por causa de greve geral

O presidente dos agentes prisionais de Mato Grosso, João Batista, em conversa com Mato Grosso Mais, revelou que há risco de rebeliões em unidades prisionais do Estado.

A situação de risco é revelada porque os cerca de 3 mil servidores estão em greve geral por conta da não concessão da RGA de 11,28% por parte do Governo.

Segundo Batista, o Estado conta hoje com 59 unidades prisionais e 12 mil detentos.

Por causa da greve, os presídios não terão mais visitas, enquanto durar o movimento grevista.

De acordo com o presidente, o primeiro dia de visita suspenso foi na última terça-feira, dia que começou a paralisação geral.

Para este fim de semana, os presídios de todo Estado não terão visita.

João Batista fez uma alerta de que isso é uma situação perigosa, já que, segundo ele, o que mantém a harmonia nas unidades prisionais é a visita da família.

PROPOSTA NO LIMITE

Em reunião com o Fórum Sindical nesta quinta-feira (2), o Governo de Mato Grosso apresentou nova proposta de pagamento do Reajuste Anual Geral (RGA) aos servidores públicos.

Considerando a crise econômica que afeta o país e o Estado, o governo propôs recomposição de 6%, sem retroatividade, em três parcelas: 2% em setembro, 2% em janeiro de 2017 e 2% em março de 2017.

A proposta anterior oferecida pelo Governo do Estado era de pagamento de 2% em setembro e 3% em janeiro. Já os sindicatos cobram o pagamento integral da recomposição, de 11,28%.

“Até agora, a Câmara Fiscal estava debruçada sobre o RGA. Essa foi a melhor proposta que conseguimos. A partir de segunda-feira (6), em se persistindo a greve, nós vamos colocar na pauta de avaliação quais medidas tomar e se tomaremos tais medidas”, finalizou o secretário da Casa Civil, Paulo Taques.

GREVE JUDICIALIZADA

O Governo ingressou no último dia 31 de maio com uma ação no Tribunal de Justiça contra os sindicatos dos servidores públicos da área da Segurança Pública do Estado com objetivo de declarar a greve como ilegal. O pedido está sob análise do desembargador Marcos Machado.

O pedido foi protocolado no dia em que os servidores iniciaram a greve. Inicialmente, ele foi distribuído, por sorteio, para o desembargador Alberto Ferreira de Souza.

Contudo, como Alberto Ferreira não estaria de serviço, foi redistribuído para Marcos Machado.

A ação é direcionada as categorias dos policiais militares, dos bombeiros militares, escrivães, investigadores e delegados da Polícia Civil, integrantes da carreira da Polítec,  do Detran, do sistema prisional e socioeducativo.

A alegação da ação é de que a segurança pública é serviço essencial do Estado e a greve colocaria em risco a segurança da população.

No pedido, além da ilegalidade da greve, o Governo também pede multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento de eventual decisão favorável.

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