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CLIMA TENSO

Cinco pastores são feitos reféns durante motim no presídio doCarumbé

Corregedoria da Polícia Civil prende investigador acusado de extorsão . Foto: Divulgação

Cinco pastores que estão detidos no Centro de Ressocialização de Cuiabá (presídio do Carumbé) foram mantidos reféns durante um princípio de motim, na manhã desta quarta-feira (8).

Os poucos agentes penitenciários que cumprem plantão no local logo interviram e conseguiram controlar a situação.

Os pastores, conforme os agentes, são detentos da ala evangélica que tem acesso a outros raios para fazer cultos. Eles foram rendidos por outros reeducandos usando facas artesanais e mantidos reféns.

Os agentes que estavam de plantão logo agiram e conseguiram deter os presos e libertar os pastores. Com os homens, foram encontrado cinco facas artesanais e um telefone celular.

Todo o material foi apreendido e encaminhado a Delegacia de Polícia, onde um boletim de ocorrência foi registrado.

A ação dos bandidos foi “facilitada” pela greve dos agentes penitenciários de Mato Grosso. Os servidores seguem em greve, assim como grande parte dos funcionários de entidades da segurança pública a espera do pagamento do RGA (Reajuste Geral Anual), de 11,28%.

Esta não foi a primeira mobilização no sistema em Mato Grosso. Ontem, detentos da cadeia de Pontes e Lacerda também realizaram um princípio de motim.

Na segunda-feira, um menor do Complexo do Pomeri, em Cuiabá, fez um colega como refém. Foi necessário o Bope (Batalhão de Operações Especiais) para intervir na situação.

Um dos motivos para a revolta dos detentos é a proibição de visitas nos finais de semana. Durante a greve, somente situações emergenciais, como fornecimento de alimentação e recebimento e soltura de presos são realizadas.

Um acordo firmado com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) permite a visita de advogados aos detentos durante a greve.

Nesta terça-feira, o Fórum Sindical participa de uma reunião com deputados estaduais, que buscam intermediar um acordo entre funcionalismo público e o Governo do Estado. A proposta do executivo é de conceder 6% do RGA parcelados em três vezes.

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