OPERAÇÃO SODOMA

Tribunal de Justiça de Mato Grosso adia julgamento de HCs de Silval, Nadaf e Cursi

Depois que o desembargador Rondon Bassil Dower Filho se declarou suspeito para julgar os habeas corpus relativos à ações penais derivadas da Operação Sodoma, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso adiou o julgamento dos HCs do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), e seus ex-secretários Marcel de Cursi (Sefaz) e Pedro Nadaf (Casa Civil), que estavam na pauta desta quarta-feira (15). Com isso, a previsão é que na próxima quarta-feira (22), os HCs voltem à pauta de julgamento.

Na sessão, houve momentos de “desconforto” entre os desembargadores depois que o advogado Roberto Tardelli, responsável pela defesa de Marcel de Cursi, fez duras críticas ao presidente do Tribunal, desembargador Paulo da Cunha e ao presidente da sessão da 2ª Câmara Criminal e relator dos habeas corpus, desembargador Alberto Ferreira de Souza.

O jurista que é procurador de Justiça aposentado, afirmou que caso os magistrados levassem o julgamento adiante ele não participaria.

E, de antemão, exigiu que fosse providenciada uma data da sessão para ele acionar os magistrados em instâncias superiores.

Bassil se declarou suspeito porque o desembargador Alberto Ferreira de Souza declarou o impedimento do advogado Leonardo Moro Bassil, filho de Rondon Bassil, em advogar nos processos decorrentes da Sodoma. Ele, inclusive, ingressou com uma representação contra o advogado junto ao Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) para apurar possível desvio de conduta do filho do desembargador.

Primeiramente, o advogado Ulisses Rabaneda, um dos responsáveis pela defesa do ex-governador pediu que o julgamento fosse adiado oportunizando que defesa possa entregar os memoriais finais com antecedência ao desembargador que vai substituir Rondon Bassil no julgamento, garantindo assim a ampla defesa. Os magistrados ainda não decidiram se acatam o pedido de Rabaneda.

Cursi, Nadaf e Silval estão presos no Centro de Custódia da Capital desde setembro de 2015 acusados de chefiarem uma quadrilha que cobrava propina de empresários beneficiados por incentivos fiscais e praticavam extorsão contra para que os pagamentos fossem efetuados.

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